É uma área estranhamente nublosa ainda a dos efeitos das radiações dos telemóveis.
Há, de certa forma, até um certo paralelismo histórico entre a gestão que se faz de estudos (encomendados ou não pelas empresas e pelos reguladores) e a que se fez, durante décadas, com o tabaco.
É fácil imaginar, daqui a alguns anos, as pessoas rirem-se de anúncios publicitários com gente feliz segurando o seu telefone móvel junto à cabeça, como agora fazemos com os anúncios em que Ronald Reagan ou o Pai Natal sugerem embalagens de maços de cigarros como excelentes prendas.
[Post actualizado na sequência do comentário do Bruno Figueiredo]
A indefinição é terreno fértil para a suspeita e para aproveitamentos que a partir dela sempre se fazem (…que las hay…).
O video que a seguir se apresenta é disso exemplo – circula de forma viral pela net desde o fim de Maio (eu recebi-o numa mensagem de um amigo) e já terá sido visto por mais de 8 milhões de pessoas – e faz parte de uma campanha de uma empresa que vende auriculares Bluetooth, a Cardo Systems.
Um teste que se diz genuíno – o video vem indicado como tendo sido feito na redacção do Lepost.fr – pode também ser encontrado no YouTube.












Sabes que esse vídeo é parte de uma campanha viral de publicidade a uma empresa que faz acessórios BT, não? Não é real.
Não sei se já fizeste pipocas em casa, mas se conseguisses fazer pipocas como no video, garanto-te que te queimavas literalmente cada vez que o telemóvel chegasse àquela distância da tua cabeça… a energia necessária para aquecer a água que existe dentro do milho ao ponto de causar a explosão que cria uma pipoca é enorme.
Além disso, as influências dos telemóveis sobre tecidos biológicos, a existirem efectivamente, são muito mais subtis, visto que a radiação é não-ionizante. Uma das últimas descobertas é que certos tipos de radiação não-ionizante podem mudar se determinada sequência genética expressa uma proteína ou não.
Bruno,
Não, não sabia.
E fui levado.
O Post fica, naturalmente.
Com as necessárias adaptações.
Muito obrigado.
Para complementar a informação do Bruno ( página da empressa: cardosystems.com/pop/) e do Pedro esta página contém bastante informação sobre os vídeos:
sogoodblog.com/2008/06/10/who-is-behind-the-cell-phone-popcorn-videos/
Continua a não ser possível. Quando é assim o melhor é consultar o site Snopes: http://www.snopes.com/science/cookegg.asp (oSnopes ajuda a desmistificar as lendas urbanas.)
Podes ler também aqui a consulta da Wired a um cientista sobre o assunto: http://blog.wired.com/underwire/2008/06/cellphones-cant.html
Na verdade, basta usar conhecimento elementar de Física para confirmar que esse “fenômeno” é impossível. Na melhor das hipóteses, se a radiação fosse suficiente para estourar pipoca (tal como num microondas doméstico), o telemóvel esquentaria tanto que você mal poderia segurá-lo.
uninformed fear mongering…
com um twist dos meninos do marketing.
não é real , já foi desmentido e é parte de uma estrategia de marketing…