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Archive for Outubro, 2008

Internet não morde

O jornalista Dario Gallo criou na semana passada uma rede social no espaço Ning dirigida a jornalistas a braços com a migração para o digital.
O nome é sugestivo – Internet no muerde.

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Teve ontem lugar a segunda sessão pública dos Estados Gerais da Imprensa Escrita, uma iniciativa lançada no início deste mês pelo presidente da França, Nicolas Sarkosy.
Recomendo a leitura do contributo de Benoit Raphael, editor do lepost.fr. Aqui ficam alguns excertos:

1) La presse papier n’est pas victime d’érosion, elle est menacée de décrochage dans sa diffusion. Il sera dramatique. C’est déjà le cas aux Etats-Unis. En France, la presse devrait suivre la tendance, avec un an de retard. Le décrochage se fait déjà sentir en 2008 pour un certain nombre de grands quotidiens, avec des chutes entre 5 et 10%.
2) On ne gagne plus d’argent sur la vente seule du journal papier.
3)Le gratuit n’est pas LA solution. Il répond à une demande, mais le marché est déjà saturé. Et il s’appuie sur la mobilité… qui est la grande révolution du i-Phone.

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A questão – está ou não a BBC a ‘deixar caír’ a palavra recessão dos seus trabalhos jornalísticos em favor  de abrandamento, uma opção mais próxima da linguagem oficial do governo de Londres? – terá sido levantada pelo Partido Liberal Democrata do Reino Unido mas foi o conhecido colunista do Times, Matthew Parris, que a enunciou ontem pela primeira vez:

From tomorrow there is to be a corporation-wide ban on broadcast references to any “economic crisis” when discussing what our Government might prefer to call the “global financial challenge”. In place of “crisis” BBC staff have apparently been instructed to say “downturn” – the same word, incidentally, that Cabinet ministers are pointedly employing in place of “recession” or even “coming recession”. Friday is D (for Downturn) Day in corporation-speak.

O Daily Telegraph deu-lhe, já hoje, mais ímpeto e a empresa reagiu, atráves do editor de economia e negócios, Jeremy Hillman.
Pode parecer questão menor, mas não é.

E por cá, quem usa mais a linguagem próxima da do Ministério das Finanças, quem é?

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Um dos serviços noticiosos da RTP apresentou ontem uma peça sobre o 50º aniversário dos Strumpfs onde se dizia que tinha sido uma série muito popular na televisão portuguesa na década de 1980.
E foi.
E a única empresa de televisão que existia à época era a própria RTP.
Assim sendo, como se compreende que para ilustrar a dita peça tenham sido usadas imagens retiradas do YouTube (segmentos extraídos da versão sonorizada em português do Brasil).
Então e o arquivo da casa?
Vem isto a propósito de um texto de Mark Luckie que nos apresenta exemplos do que diz ser a ‘youtubificação‘ de um número significativo de campanhas publicitárias.
Eu diria mais, Mark.
Parece que está em curso – e a RTP é aqui referida apenas como um exemplo – uma ‘youtubificação‘ generalizada da imagem em movimento; se, por um lado, as empresas (também as jornalísticas) parecem depender cada vez mais dos materiais ali presentes (e usam-nos já com uma frequência que ninguém imaginaria, por exemplo, há 12 meses), por outro, há também uma linguagem estética que ganha raízes noutros contextos.
E tudo isto acontece de forma tão natural que nos impede quase de questionar quer as opções quer o processo. É um poderosíssimo bandwagon effect que nos arrasta a todos, com suavidade, sem dúvidas, sem considerações. E ai de quem achar estranho. O quê? Tu não percebes? Estás a ficar velho…vê lá! Actualiza-te!

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A ideia de que o acesso individual a cada vez mais aparelhos de comunicação potencia a quebra dos laços familiares é posta em causa pelo mais recente estudo do Pew Internet & American Life Project que prefere sugerir, em alternativa, a existência de sinais de um diferente tipo de ‘conectividade’.
Diz-se no texto de apresentação sumária das conclusões:

Although some commentators have expressed fears that technology pulls families apart, this survey finds that couples use their phones to connect and coordinate their lives, especially if they have children at home. American spouses often go their separate ways during the day, but remain connected by cell phones and to some extent by internet communications. When they return home, they often have shared moments of
exploration and entertainment on the internet. This new connectedness via cell phone and screen-sharing is correlated with some benefits for family life.
(…)
At the same time, this is a different kind of connectedness from the past because those who have the most technology are more likely to live in dual-income households and also more likely to report that they are working longer hours, in part because of their use of the internet. Those with multiple communication devices are somewhat less likely to eat dinner with other household members and somewhat less likely to report high levels of satisfaction with their family and leisure time than are families with lower levels of technology ownership.

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Ciberjornalistas em Portugal: Práticas, Papéis e Ética” é o título da tese de doutoramento que amanhã defende e discute Helder Bastos na Universidade Nova de Lisboa. Trata-se do primeiro trabalho sobre esta área apresentado em Portugal.
O júri será constituído por Nelson Traquina, orientador do doutoramento, Cristina Ponte, João Pissarra e os arguentes Rogério Santos e João Canavilhas (o primeiro português a defender uma tese de doutoramento sobre Ciberjornalismo/Webjornalismo, em 2007, na Universidade de Salamanca  Navarra, Espanha).

Helder Bastos, que já trabalhou esta área de investigação no seu mestrado, é docente na Licenciatura em Ciências da Comunicação da Universidade do Porto desde a sua criação, em 2000.
Foi jornalista, entre 1988 e 2003, tendo trabalhado no Jornal de Notícias, Rádio Press e Diário de Notícias.

Declaração de interesse: Este seria sempre um momento importante, considerando a minha própria investigação em curso sobre a mesma área genérica. Mas porque tenho o Helder por amigo há mais de 20 anos sinto-me incapaz de esconder uma enorme alegria pessoal.

[Informação original no blog do Obciber]

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Scott Karp, a propósito da possibilidade de os grandes jornais virem a adoptar de forma mais consistente uma estratégia de ligações para outros sites (despoletada por este artigo no NYTimes):

“It doesn’t matter if the 800 pound gorilla is late to the party — he’s still going to shake things up”.

[Sugestão recolhida no ContraFactos]

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As contas do grupo Prisa (detentor da Media Capital) para os primeiros noves meses deste ano indicam um aumento de lucros brutos muito significativo  – os EBITDA (‘earnings before interest, taxes, depreciation and amortization‘) subiram 40,4 por cento relativamente ao período homólogo de 2007 – sendo que as receitas de publicidade subiram, apesar da crise, quase 1,5 por cento.
O mais interessante, porém, é que as receitas publicitárias da Prisacom terão subido mais de 30 por cento e que o peso deste negócio nos tais EBITDA é já de 34 por cento (por outras palavras, um terço dos rendimentos do grupo já chegam através de projectos digitais).

[Informação inicial recolhida na Meios&Publicidade]

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A ideia de que, dentro de uma década, o livro digital alcança primazia sobre o papel resulta de um estudo feito durante a Feira do Livro de Frankfurt, em que foram consultados cerca de mil profissionais de 30 países.

[Encontrei a sugestão no- também muito recomendável – novo blog em inglês de Javier Díaz Noci, o CyberJournalism]

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A culpa é do mensageiro – legado

Os jornalistas são, em momentos de maior aperto político, talvez o grupo profissional mais exposto a críticas – algumas válidas serão, outras não (importa que nos lembremos aqui do que sobre o director do Público disse à ERC o nosso primeiro-ministro ou, por exemplo, do que o Partido Republicano recentemente exigiu à revista Newsweek).
Dito isto, importa que se diga que esta estratégia não é nova e uma recolha recente do Pew Research Center relembra-nos algumas pérolas.
Exemplos:

“The man who reads nothing at all is better educated than the man who reads nothing but newspapers.” (Thomas Jefferson)

“…a bunch of commies…they want to get out of Vietnam and yield it to them, and I don’t think I can quite do that” (Lyndon Johnson)

“I have fought more damn battles here for more things than any president has in twenty years, with the possible exception of Reagan’s first budget, and not gotten one damn bit of credit from the knee-jerk liberal press, and I am sick and tired of it, and you can put that in your damn article.” (Bill Clinton)

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É mais um sinal da crise, diz-nos Mark Hamilton – a responsável pela escola de jornalismo da Universidade da Carolina do Norte (Chapel Hill), Jean Folkerts, acaba de tornar públicos sinais de uma mudança de atitude de algumas empresas jornalísticas norte-americanas relativamente aos estágios curriculares. Até agora eram, na sua maioria, pagos; no futuro, pelo menos no Philadelphia Inquirer, só existirão vagas para escolas que paguem elas próprias aos alunos.
Em Portugal – onde andámos (não sei bem por culpa de quem) sempre muito longe de uma realidade com estágios curriculares em que os alunos são vistos como tendo direito a um qualquer pagamento, isto pode não espantar. Mas não espantará também que a moda transatlântica venha, até por isso mesmo, a ganhar um ou outro adeptos fervorosos.

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O trabalho ‘State of the Blogosphere’ – elaborado por David Sifry, da Technorati, desde 2004 – tem já completa a divulgação da edição 2008.
Desta vez a apresentação foi segmentada por temas e apresentada ao longo de vários dias:

Introduction
Day 1: Who Are the Bloggers?
Day 2: The What And Why of Blogging
Day 3: The How of Blogging
Day 4: Blogging For Profit
Day 5: Brands Enter The Blogosphere

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Excertos do texto de Paul Farhi, no mais recente número da American Journalism Review:

You’ve heard it before, from a thousand bloggers and roundtable know-it-alls: We were too slow to adapt, too complacent, too yoked to our tried-and-true editorial traditions and formulas. We could have saved ourselves, goes the refrain, if only we had been more creative and aggressive and less risk averse.

To which I can only reply: Oh, please.

(…)

Newspapers are in trouble for reasons that have almost nothing to do with newspaper journalism, and everything to do with the newspaper business. Even a paper stocked with the world’s finest editorial minds wouldn’t have a fighting chance against the economic and technological forces arrayed against the business. The critics have it exactly backward: Journalists and journalism are the victims, not the cause, of the industry’s shaken state.

Mai nada…

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Recomendo a leitura de um texto que Juan Varela acaba de publicar no soitu.es sob o título “Convergência de meios contra a crise“.
Varela toma como ponto de partida alguns dos argumentos apresentados também há dias por Frédèric Filloux, no Monday Note, e apresenta-nos um quadro bem curioso com previsões de rendimento para as operações papel e web de alguns dos grandes grupos espanhóis.

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