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Archive for Janeiro, 2009

O recente anúncio de que o El País vai converter-se numa empresa de produção de conteúdos jornalísticos, com a consequente integração das suas redacções ‘papel’ e ‘online’, pode ser apresentado como um exemplo – o caminho é por ali…
A questão é que a ainda mais recente decisão do 20minutos, de por fim a uma experiência de integração de dois anos e de criar redacções separadas é indicadora de que, afinal, o caminho também pode ser por ali…

Pois é. Pode.
Neste que é um momento de aparente desnorte talvez seja menos importante – parece-me – debater as virtudes comparativas de cada trajectória do que assinalar, isso sim, o aparente fim dos ‘caminhos únicos’ na actividade / negócio dos media.

[Sugestão recolhida no Infotendencias]

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Geoff Colvin escreveu na Fortune um artigo sobre como gerir uma empresa durante uma recessão. Juan António Giner (um homem com uma influência considerável na imagem gráfica – passada e futura – de grandes títulos nacionais) reformatou o texto para o adaptar ao mundo dos jornais.
O resultado foi uma lista da qual se deixam aqui apenas os tópicos principais:

1. Continuem a investir no essencial – o jornalismo
2. Reavaliem prioridades para enfrentar uma nova realidade
3. Comuniquem como loucos (para dentro e para fora da empresa), equilibrando realismo com optimismo
4. Os vossos clientes têm novos problemas – apresentem-lhes novas soluções
5. Não se apressem a baixar os preços
6. Concentrem-se no capital – onde o arranjar e como o usar
7. Reavaliem os vossos colaboradores e roubem alguns à concorrência
8. Reexaminem as compensações: o que é que elas premeiam mesmo?
9. Pensem duas vezes em transferir tarefas para empresas no estrangeiro
10. Sejam espertos em termos de fusões e de aquisições

Sendo, como se percebe, uma ‘receita’ que se aplica com mais propriedade ao ‘ainda-assim-mais-empresarializado’ mercado norte-americano acho que a primeira regra parece bem universal (e capaz de dar forma ao que quer que se pense fazer com as restantes).

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Muito do que se pode fazer para acrescentar conteúdo com interesse, relevância e oportunidade na net tem mais a ver com a força das ideias do que com a força dos cifrões.
É natural que, em larga medida, sempre tenha sido assim (na Imprensa, na Rádio e – talvez menos – na TV), mas em tempos de crise tudo parece assumir maior gravidade e o espaço para erros dispendiosos é marginal.
O trabalho ‘locais de internet grátis em Portugal‘, do Público, é um bom exemplo; um outro será este ‘Obameter‘, espaço em que os jornalistas do St. Petersburg Times vão acompanhando o cumprimento de promessas de campanha por parte do recém-eleito presidente norte-americano.
20090123_obameter

[Sugestão encontrada no Forum4Editors]

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O futuro que já se via…

Em 1997, com apenas 18 anos de idade, Ethan Kaplan (hoje ‘Vice President of Technology, Warner Bros. Records’) escrevia, num jornal onde trabalhava, sobre a necessidade de se perceber a net por aquilo que era e não tanto por aquilo que se querereria que fosse.
Excertos:

The Internet is not a medium for the presentation of static pages of content, where you expect a user to just read it and not react. By its very construction, the Internet lends itself to people communicating with other people, and as far back as the beginning of the technology, e-mail and discussion groups formed the core of the online experience. When you provide your visitor with a “voice” in the context of your website, you are not only engaging them in a way that is much more tangible and active, but you are also promoting the notion that your site is a unique place where the user has a say in its construction. Too often websites are constructed under the “if we build it, they will come, buy and leave” philosophy. What this fails to do is engage the user in active participation, which is the fundamental model for Internet “surfing” in general.
(…)
We want to change “if we build it, they will come, buy and leave” to “come in, login and live.” The goal here is to make the site the users home on the Internet, and base the rest of their surfing experience off of the online community we provide.

Vale tudo.
Ainda.

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Como retirar sentido dos dados sobre a presença dos leitores no nosso site?
Este é o ponto de partida para uma série de três textos (I, II, III) de Brian Clifton, estratega da empresa Omega Digital (e ex-chefe de ‘web analytics’ da Google para a Europa, Médio-Oriente e África), publicados no journalism.co.uk.

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Hey Mr. President!

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(Foto de Callie Shell, Aurora para a Time – incluída no conjunto ‘Pictures of the Year 2008)

Obama é um ícone, antes de ter dado sequer um passo enquanto presidente.
Alguns exemplos, para ver e guardar.

Obama on Flickr – trabalho da Time que representa uma selecção de entre as mais de 100 mil fotos com a tag ‘Obama’ disponíveis naquele espaço à data da realização do trabalho (hoje, esse número ultrapassa468 mil).

Poster de Shepard Fairey – O poster do ‘street artist’ (o que não será o mesmo que dizer ‘artista de rua’!) que teve por base uma foto da Reuters e que começou por dizer ‘Progress’ para, mais tarde, a pedido dos elementos da equipa de Obama, passar a dizer ‘Hope’.
Hoje pertence já à National Portrait Gallery.

[PS (09h40, 20-01-2009): Uma ‘personalização’ do poster pode ser feita aqui (sugestão encontrada no ContraFactos)]

A model president – ensaio fotográfico de Jeff Hutchens para o espaço Reportage da Getty Images.

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Encontro sobre Podcasts

Realiza-se na Universidade do Minho, nos dias 8 e 9 de Julho, um Encontro sobre Podcasts.
Diz-se na nota de apresentação da iniciativa que esta “pretende ser um espaço de formação, de partilha e de discussão para todos os que já utilizam podcasts no ensino e para os que pretendam vir a adoptar e explorar esta ferramenta
Organizado pelo Instituto de Educação e Psicologia da UM, o encontro aceita a submissão de comunicações ou posters até ao dia 17 de Abril.

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A ler…

Can news sites get their slice of the advertising pie?

6 Sites that are changing the way you follow the news

Projecto i – começa a ter espaço físico

La radio annonce, la télé illustre, le journal met en perspective… et le web ?

Solutions to newsroom troubles

Frase a reter:

This insistent and ancient belief that truth is not earned, but inspired, revealed, supplied gratis, comes out very plainly in our economic prejudices as readers of newspapers. We expect the newspaper to serve us with truth however unprofitable the truth may be. For this difficult and often dangerous service, which we recognize as fundamental, we expected to pay until recently the smallest coin turned out by the mint. We have accustomed ourselves now to paying two and even three cents on weekdays, and on Sundays, for an illustrated encyclopedia and vaudeville entertainment attached, we have screwed ourselves up to paying a nickel or even a dime. Nobody thinks for a moment that he ought to pay for his newspaper. He expects the fountains of truth to bubble, but he enters into no contract, legal or moral, involving any risk, cost or trouble to himself. He will pay a nominal price when it suits him, will stop paying whenever it suits him, will turn to another paper when! that suits him. Somebody has said quite aptly that the newspaper editor has to be re-elected every day. This casual and one-sided relationship between readers and press is an anomaly of our civilization.

(Walter Lippmann, Public Opinion, Chapter XXI, 1922)
[Sugestão encontrada aqui]

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O desastre de ontem no rio Hudson, em Nova Iorque, terá proporcionado mais uma – talvez a mais significativa até ao momento – ‘cacha’ ao Twitter (e produtos relacionados).
A primeira foto da operação de salvamento foi tirada e publicada no TwitPic por Janis Krums (que seguia num dos ferry que, naquele momento, estava a atravessar o rio e foi em auxílio dos passageiros do avião).

20090115_hudsonplanecrash_firstpublishedphoto_janiskrums
A repercussão desse acto foi tal que Krums passou do anonimato a figura de ‘prime-time’, como ele próprio fez questão de anunciar há algumas horas no seu Twitter…
20090115_hudsonplanecrash__janiskrums_twitter
Valerá a pena verificar também o Flickr – escrevendo ‘hudson crash‘ conseguimos aceder a mais de mil fotos, entre elas aquela que terá sido, de facto, a primeira a ser tirada, da autoria de Gregory Lam.

20090115_hudsonplanecrash_firstphoto_gregorylam

Para situações deste tipo, a rede e os seus mecanismos de publicação social são cada vez mais ‘os lugares’.

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Chega ao fim a mais referenciada experiência de jornalismo-do-cidadão.
A crise – isso, a crise – obrigou os responsáveis pelo site sul-coreano OhMyNews a pôr fim ao pagamento regular de contribuições dos não-profissionais.
A ideia sobreviveu mais de sete anos.

[Informação recolhida no journalism.co.uk]

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Uma das perguntas que, com insistência, tem aparecido em textos sobre o futuro do jornalismo tem a ver com a percepção de que é inevitável uma redução das redacções, de que é inevitável uma redução no investimento em trabalhos com carácter distintivo e de que, naturalmente, é inevitável um generalizado nivelamento por baixo do trabalho jornalístico.
Mark Hamilton – lúcido e esclarecido como poucos – diz-nos que toda essa inevitabilidade se baseia numa premissa incorrecta: a de que, em termos empresariais, só há uma forma de estar neste negócio (maximização de ganhos com investimentos mínimos em estruturas estáveis e controláveis).
Apesar de (continuar a) ser esta a lógica seguida por muitas empresas, não é verdade que exista só o caminho traçado nos livros de gestão (e que se aplica, de forma uniforme, a sabonetes, sardinhas em lata e jornais e revistas).
Não é mesmo.
À pergunta, então, “quem vai pagar o jornalismo de qualidade?”, Hamilton responde assim:

I don’t think that what’s really being debated in a lot of cases. And because I think there is an unwillingness to accept that the who-will-pay argument means newspapers are going to have to change.
What some are really arguing, it seems to me, is “Who is going to provide us the money to allow us to keep doing what we’re doing now?”
The question some of them are not asking is, “What do we have to do to ensure that we are preserving the quality journalism?” We, the newspapers. Not Google. Not government. Not some mythical foundation.
(…)
At some point, newspaper execs who believe in serious, quality journalism — not Google, not government, not some outside agency — are going to have to make the decision to support it with as much as possible of the remaining resources that they have. It is newspapers — even now, because they are still making money — that are going to have make the commitment to make serious journalism their prime, and perhaps only, reason for being, even if it means letting the lighter stuff (which makes up a substantial amount of the weekly page count) go.

[Sugestão recolhida n’O Lago]

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Numa entrevista dada ontem à revista Fortune, o CEO da Google, Eric Schmidt, pronunciou-se sobre a crise no modelo de negócio dos media.
Excertos:

They don’t have a problem of demand for their product, the news. People love the news. They love reading, discussing it, adding to it, annotating it. The Internet has made the news more accessible. There’s a problem with advertising, classifieds and the cost itself of a newspaper: physical printing, delivery and so on. And so the business model gets squeezed.

The good news is we could purchase them. We have the cash. But I don’t think our purchasing a newspaper would solve the business problems. It would help solidify the ownership structure, but it doesn’t solve the underlying problem in the business. Until we can answer that question we’re in this uncomfortable conversation.

The fundamental question you’re asking is why does Google not write large checks to newspapers? We’re careful at Google with our money. We write large checks when we have a great strategy. And we don’t yet have that strategy.

To me this presents a real tragedy in the sense that journalism is a central part of democracy. And if it can’t be funded because of these business problems, then that’s a real loss in terms of voices and diversity. And I don’t think bloggers make up the difference. The historic model of investigative journalists in any industry is something that is very fundamental. So the question is, what can you do about this? And a fair statement is, we’re still looking for the right answer.

Uma leitura possível:
A empresa vai esperar ainda mais pela queda de valor do títulos e vai, entretanto, criar uma estratégia de revalorização do ‘produto’.
Não sei porquê mas lembro-me logo do EPIC. Brrrr!

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From Knowledgable to Knowledge-able: Learning in New Media Environments” é o  título do mais recente ensaio de  Michael Wesch, publicado no espaço Academic Commons.
Excerto:

This new media environment can be enormously disruptive to our current teaching methods and philosophies. As we increasingly move toward an environment of instant and infinite information, it becomes less important for students to know, memorize, or recall information, and more important for them to be able to find, sort, analyze, share, discuss, critique, and create information. They need to move from being simply knowledgeable to being knowledge-able.

Nota: Soube pelo Twitter e, apenas no espaço de tempo que levou a escrever este curto texto, o ensaio tinha passado de 197 para 301 page views).

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Um dos mais requisitados ‘profissionais do prognóstico’, Clay Shirky, disse, numa recente entrevista ao Guardian, o seguinte sobre o futuro da Imprensa:

The great misfortune of newspapers in this era is that they were such a good idea for such a long time that people felt the newspaper business model was part of a deep truth about the world, rather than just the way things happened to be. It’s like the fall of communism, where a lot of the eastern European satellite states had an easier time because there were still people alive who remembered life before the Soviet Union – nobody in Russia remembered it. Newspaper people are like Russians, in a way.

[Sugestão recolhida no PontoMedia]

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