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Archive for 9 de Janeiro, 2009

Chega ao fim a mais referenciada experiência de jornalismo-do-cidadão.
A crise – isso, a crise – obrigou os responsáveis pelo site sul-coreano OhMyNews a pôr fim ao pagamento regular de contribuições dos não-profissionais.
A ideia sobreviveu mais de sete anos.

[Informação recolhida no journalism.co.uk]

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Uma das perguntas que, com insistência, tem aparecido em textos sobre o futuro do jornalismo tem a ver com a percepção de que é inevitável uma redução das redacções, de que é inevitável uma redução no investimento em trabalhos com carácter distintivo e de que, naturalmente, é inevitável um generalizado nivelamento por baixo do trabalho jornalístico.
Mark Hamilton – lúcido e esclarecido como poucos – diz-nos que toda essa inevitabilidade se baseia numa premissa incorrecta: a de que, em termos empresariais, só há uma forma de estar neste negócio (maximização de ganhos com investimentos mínimos em estruturas estáveis e controláveis).
Apesar de (continuar a) ser esta a lógica seguida por muitas empresas, não é verdade que exista só o caminho traçado nos livros de gestão (e que se aplica, de forma uniforme, a sabonetes, sardinhas em lata e jornais e revistas).
Não é mesmo.
À pergunta, então, “quem vai pagar o jornalismo de qualidade?”, Hamilton responde assim:

I don’t think that what’s really being debated in a lot of cases. And because I think there is an unwillingness to accept that the who-will-pay argument means newspapers are going to have to change.
What some are really arguing, it seems to me, is “Who is going to provide us the money to allow us to keep doing what we’re doing now?”
The question some of them are not asking is, “What do we have to do to ensure that we are preserving the quality journalism?” We, the newspapers. Not Google. Not government. Not some mythical foundation.
(…)
At some point, newspaper execs who believe in serious, quality journalism — not Google, not government, not some outside agency — are going to have to make the decision to support it with as much as possible of the remaining resources that they have. It is newspapers — even now, because they are still making money — that are going to have make the commitment to make serious journalism their prime, and perhaps only, reason for being, even if it means letting the lighter stuff (which makes up a substantial amount of the weekly page count) go.

[Sugestão recolhida n’O Lago]

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