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Archive for 2 de Fevereiro, 2009

Está marcada para daqui a umas horas, mais precisamente para as 18h20, em Trafalgar Sq., bem no meio da cidade de Londres, uma luta com bolas de neve.

20090202_twitter_trsq_snowfight
Uma luta que foi toda planeada via Twitter (com um blog de apoio).
Quem ficar em casa (ou quem viver noutro país) pode sempre contar com a ajuda de uma fiel câmara de segurança.

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Nunca mais me esqueço dos comentário de José Mourinho a um jogo da selecção nacional durante o Euro 2004. Mourinho não sabia só a altura e o peso dos artistas em campo; sabia qual a sua finta favorita, qual o espaço que melhor ocupavam em campo, como progrediam e como se entendiam uns com os outros.
Muito do que nós, os leigos, dizemos sobre futebol resulta de uma avaliação mais ou menos sistematizada de observações a ‘olhómetro’. Achamos que este ou aquele fazem sempre isto ou aquilo. O Mourinho não achava, sabia.
A nova ferramenta que o britânico Guardian agora disponibiliza – os Interactive Chalkboards – é uma pequena espreitadela ao universo de recursos que estão já à disposição da maioria dos treinadores dos grandes clubes mundiais.
(Pude, por exemplo, perceber muito depressa porque é que o Chelsea perdeu 2-0 com o Liverpool no passado fim-de-semana; porque não ocupou bem o meio-campo, porque não travou a maioria dos ataques adversários, porque foi pouco rematador e quase sempre a partir da mesma zona do terreno).

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O Chalkboards, mais do que uma ferramenta para elevar o nível das conversas de café é uma magnífica ferramenta de valor acrescentado para um espaço informativo como um jornal online.
O leitor já não quer só a ficha técnica de um jogo e um ‘relato’ escrito do que se passou de mais importante; quer ser ele a escolher a informação e, partindo daí, quer poder tirar as suas próprias conclusões.
O jornalismo desportivo (também) nunca mais será o mesmo.

[sugestão recolhida no OJB]

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Alguns comentários mais superficiais sobre a crise que enfrenta neste momento o negócio dos media tradicionais apoiam-se na ideia de que as transformações tecnológicas foram sempre vistas como uma ameaça e, por isso, deixadas de lado.
Nada podia ser mais errado.
Como escreveu, no início deste ano, Jack Shafer, os jornais tentaram, desde sempre,  estar na vanguarda da ‘invenção da net’ (fizeram, por exemplo, as primeiras experiências com videotexto na década de 1970). O problema não terá nunca sido a falta de disposição para adoptar novas tecnologias, mas antes a falta de disposição para perceber que essa adopção implicaria mudanças radicais nas estruturas de produção e de negócio.
Ou seja, como diz Shafer, o problema dos jornais foi mesmo o de tentar inventar a net para que a net não inventasse um novo jornal. Agora, o jogo entra finalmente numa nova fase.
Veja-se, a propósito, esta peça televisiva de 1981 sobre as maravilhas que encerra a possibilidade de, no recato do lar, podermos aceder às notícias de meia dúzia de jornais.

[Sugestão recolhida no wordyard]

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