Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Fevereiro, 2009

Roy Greenslade, do Guardian, apresenta hoje uma lista dos 52 jornais locais e regionais que a Grã-Bretanha perdeu em 2008.
Entre fechos e novas aberturas, Greenslade acredita que o mercado encolheu cerca de 4 por cento.
Quem estará a fazer a lista portuguesa?

Anúncios

Read Full Post »

Não se sabe muito bem ainda para onde avançam os jornais mas há já alguns sinais de mudança que importa ir assinalando:

– a redução na aposta em áreas como a cobertura internacional;
– os cortes nas despesas com agências de informação (de texto e de fotografia);
– o aproveitamento de recursos (pessoas e conteúdos) de forma mais corrente dentro de grupos de comunicação;
…e também…
– a partilha de conteúdos entre empresas.

É de mais um exemplo disso mesmo – a partilha de conteúdos – que nos dá conta um texto publicado ontem no mediapost: cinco jornais da área de Nova Iorque juntaram-se para formar uma nova empresa, o Northeast Consortium, com o objectivo expresso de trocar entre si textos, fotos e infografias.
De acordos semelhantes já feitos por outras empresas fala-se no 233grados (onde recolhi a informação inicial).

Read Full Post »

Tom Foremski, ex-correspondente do FT em Silicon Valley, apresenta-nos a sua lista (e elas já são muitas) de sugestões para reinventar a actividade dos jornais.
São ideias desenvolvidas a pensar na realidade norte-americana mas creio que algumas delas podiam muito bem ser ‘apropriadas’ por jornais portugueses.
Exemplos:

– Focus on original content, do not rewrite wire stories or press releases–people are more likely pay for content they can’t get anywhere else.
– Be a regular and visible part of your local communities by getting out of the office and into those communities.
– Become an active teacher of media literacy and also media production in your local communities. Help teach citizen journalists how to be great journalists, editors, photographers, videographers, etc. Teach how to be effective and ethical.
– Celebrate the best citizen journalists/bloggers in your communities, publish them on your platform.
– Become involved in local events, organize conferences. There is a ton of money in conferences.
– Don’t let advertising networks sell your advertising. They take a huge cut for serving ads and you lose the customer connection. Newspapers should always own their customer relationship.
– Adopt a culture of a “news organization” rather than a “newspaper.” Paper or electron, it shouldn’t matter how the news is distributed.

– Become the host for all important discussions about local issues and politics. Moderate the discussions to ensure civil discourse. Nothing kills discussions faster than offensive comments made by anonymous people.
– Help raise money for schools and other essential local services. Show you are part of the community.

Read Full Post »

Snowblog – um exemplo

Em ocasião diferente e num outro blog deixei já bem clara a minha admiração pessoal por Jon Snow – um  jornalista britânico que incluiria sempre numa qualquer daquelas listas de “os melhores”…tivesse ela 20, 10 ou mesmo 5 nomes.
Pois Snow tem, desde meados de Janeiro, um blog onde vai deixando anotações sobre vários assuntos ao longo de uma das suas jornadas de trabalho.

20090217_snowblog_w
Alguns posts abrem-nos portas para o que está por detrás do trabalho diário, outros são carregados de opinião sobre temas de actualidade. Há – como anota com perspicácia Charles Beckett – ali a presença do melhor do ‘espírito blog’.
Há, naturalmente, riscos numa exposição deste tipo.
Mas há também muito de positivo.
Jon Snow (que diz, em sua ‘defesa’, não ter mais de 23 anos de idade) terá pensado que valia a pena.
Ganhamos todos, acho eu.

Read Full Post »

403990660_3d695f99c2_w
[Foto de Josephine Dorado]

Henry Jenkins, o co-director do programa sobre estudos de media comparados do MIT e autor do famoso livro ‘Convergence Culture – Where old and new media collide‘, iniciou há dias a publicação em oito partes de um trabalho colectivo sobre ‘spreadable media’.
Estão, para já, disponíveis quatro textos (um, dois, três, quatro).
Excerto retirado da segunda parte:

Consumers in this model are not simply “hosts” or “carriers” of alien ideas, but rather grassroots advocates for materials which are personally and socially meaningful to them. They have filtered out content which they think has little relevance to their community, while focusing attention on material which they think has a special salience in this new context. Spreadability relies on the one true intelligent agent — the human mind — to cut through the clutter of a hyper-mediated culture and to facilitate the flow of valuable content across a fragmented marketplace. Under these conditions, media which remains fixed in its location and static in its form fails to generate sufficient public interest and thus drops out of these ongoing conversations.

Read Full Post »

O mais recente estudo do Pew Internet & American Life Project revela que a idade mediana do utilizador do Twitter nos Estados Unidos é de 31 anos, sendo que a idade mediana para o MySpace e para o Facebook será, respectivamente, de 27 e 26 anos (40, para o LinkedIn). O mesmo trabalho indica que 11 por cento dos adultos naquele país já recorrem com frequência a uma destas ferramentas  em que os utilizadores podem partilhar actualizações de forma permanente sobre si e ver as actualizações dos restantes membros das redes a que pertencem.
Percebe-se ainda que o utilizador do Twitter acede mais a informação através de aparelhos móveis e que acede mais a jornais online do que o utilizador médio da internet.20090212_pew_twitterusers_journalism_w2

Read Full Post »

2008_zondigitalgamescover_8_pt_pt
Está já disponível, em formato Open Journal Systems, o documento com as actas da conferência Zon Digital Games 2008.
Há contributos sobre ‘Impactos e Cognição’, ‘Design’, ‘Modelos e Narrativa’ ou ‘Ludicidade e Educação’ e há até um trabalho sobre o perfil e os interesses dos participantes na conferência.
Escreve Nelson Zagalo na introdução:

Ao contrário dos parentes das artes puras (ex. pintura) ou do entretenimento puro (ex. circo),
os jogos digitais tiveram a sorte de surgir numa época abençoada pela tecnologia e como tal não
se limitaram a integrar o saber de cada uma das diferentes áreas mas apresentaram-se como o
elemento que elevaria ao extremo o seu uso. Ou seja, requerendo que cada um dos elementos em
jogo – arte, entretenimento e tecnologia – se superasse a si mesmo para em seguida ajudar a
superar os artefactos de jogos digitais.
E é esta superação que obriga a academia a curvar-se perante o entretenimento e perante a
indústria dos jogos digitais. É de facto uma das indústrias mais avançadas na sua complexidade e
desenvolvimento e ao mesmo tempo das que menos tem feito depender o seu avanço do
conhecimento da academia.

Read Full Post »

« Newer Posts - Older Posts »