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Archive for 5 de Março, 2009

Bartoon – Maratona

É uma ideia muito boa para celebrar o aniversário do jornal – uma maratona de Bartoon (1 cartoon por hora, das 8h00 de hoje até às 7h00 de amanhã).

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Parabéns ao Público que, como já se disse (aqui e também aqui) tem hoje uma edição de qualidade.
Fossem todos os dias dias de cantar ‘muito anos de vida’…

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Em momentos de grande indefinição, de alteração da ordem estabelecida, de colapso de sistemas que julgavamos indestrutíveis, emergem cenários de relativização de valores, normas e comportamentos. As guerras civis serão o exemplo mais nítido mas a análise é válida – parece-me – também para a situação do jornalismo na actualidade.

O desabafo recente de uma amigo – “Está tudo louco!” – aplica-se com propriedade a muito do que vemos por aí feito: a governamentalização tão visível de algumas agendas, alinhamentos e trabalhos produzidos,  a ausência de qualquer sentido crítico na publicação de trabalhos sobre assuntos que são – aos olhos de qualquer cidadão mais atento – claros exercícios de lavagem de imagem ou de desvio de atenções públicas (as peças panegíricas sobre o Colégio Militar, para citar um exemplo muito recente), a participação (como instrumento apenas) em lutas entre poderes distintos no Estado (Governo e aparelho judicial, por exemplo), ou a descarada transformação de espaços informativos de grande audiência na televisão em autênticas arenas de circo em que se misturam, sem qualquer ordem racional (já para não dizer jornalística) , ‘notícias’ sobre lançamentos de livros em clínicas de estética, sobre a morte de um chefe de Estado, sobre o futebol nacional ou sobre a nossa carta astrológica.

Em tempos em que tudo pouco vale parece mesmo que vale tudo.

Mas não tem que ser assim.
Não pode.

Importará, portanto, continuar a fazer um esforço – pessoal e comunitário – para separar o bom do mau, o jornalismo que nos faz falta daquele que ainda nos vê como ‘receptores’ (tendencialmente desprovidos de qualquer sentido crítico).

O BOM (muito bom mesmo) – edição de hoje do Público, com o tratamento de dois temas que, por tradição, não são confortáveis para os jornalistas  – os desafios da profissão e os erros que, apesar de tudo, todos os dias se cometem – e com um editorial de Lobo Antunes onde, a dada altura, se diz assim:

“Se tornar a meter o olho entre páginas e receber sinceridade, esperança e sentido com certeza que lerei”.

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O MAU (muito mau mesmo) – a foto-montagem na primeira página de ontem do Correio da Manhã (Pinto da Costa não estava, naturalmente, ao lado de Carolina Salgado). Apesar de assinalada como tal (a letras muito pequenas no canto inferior esquerdo) não faz qualquer sentido e é absolutamente indefensável.

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