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Archive for Abril, 2009

O autor de “We Think”, Charles Leadbeater, divulgou recentemente um ensaio seu sobre o impacto da web na arte e, sobretudo, nas organizações que existem na sua esfera – “The Art of With“.
O texto pode ser lido e comentado.
Excertos:

Often in the name of doing things for people traditional, hierarchical organisations end up doing things to people. Companies say they work for consumers but often treat them like targets to be aimed at, wallets to be emptied, desires to be excited and manipulated.

The arts, and the modern avant garde in particular, has stood in opposition to this commodified, regimented world of to and for. The arts offer a space for contemplation and reflection, challenge and controversy, higher meanings and deeper purpose. Yet in its way the modern art world and modern arts institutions embody the principles of to and for just as powerfully as the modern factory or school.

Twenty years ago the industries that provided most of our information, entertainment and culture resembled a few very large boulders strewn over an empty beach. These boulders were the big media companies that came into being because media had high fixed costs – print plants for newspapers and studios for television. They were closely regulated and the resources they used, like broadcast spectrum, were scarce. All that created high barriers to entry.

Now imagine the scene on this beach in five years time. A few very big boulders will be still showing. But many will have been drowned by a rising tide of pebbles. Every minute millions of people come to the beach to drop their own little pebble: a blog post, a YouTube video, a picture on Flickr, an update on Twitter. A bewildering array of pebbles in different sizes, shapes and colours are being laid down the whole time, in no particular order, as people feel like it.

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(Obrigado, André, pelo empurrão 🙂 no post anterior).

Estive uns dias ausente.


Fui a Austin, participar no International Symposium on Online Journalism e, da riquíssima experiência, deixo aqui algumas notas:

1. Vivemos ainda um tempo de experiências, de ensaios, de propostas. O que me pareceu – e isso é algo que considero bastante positivo – é que muitas delas estão já muito mais ancoradas na realidade do que em projecções excessivamente optimistas sobre ‘futuros brilhantes’. Foi muito interessante, por exemplo, perceber que há um modelo de negócio muito particular que funciona num país (a Malásia) mas que a fórmula muito dificilmente se aplicaria a outros mercados. Foi igualmente interessante perceber que a aposta de um periódico colombiano na infografia de grande qualidade está a ter enorme sucesso e – nas condições específicas daquele país – contribui de forma muito relevante para a criação de uma consciência social colectiva [Apresentação de Maria Teresa Ronderos disponível aqui].

2. Definitivamente começa a pensar-se a informação online como algo distinto da informação apresentada no papel / rádio / TV. E, sendo diferente, talvez se deva questionar a avalanche de produção (sobretudo proveniente de gurus e/ou empresas de consultadoria) sobre a fusão de operações ou sobre a chamada integração total. Nunca mais vou esquecer a brilhante apresentação de Torry Pederson, CEO do grupo norueguês VG que – tomando como exemplo a estratégia do seu grupo – nos disse que importa fazer crescer os produtos de forma autónoma (a imagem da cascata com água que corre de forma permanente, sem limites por oposição à garrafa, com conteúdo purificado, num formato fechado, deverá ter sido a mais forte do simpósio para todos os presentes). [Mais sobre a intervenção de Pederson aqui e sobre a estratégia do grupo VG aqui].

3. As mudanças em curso no jornalismo (na actividade mas também na profissão em si) estão a ter efeitos nas redacções; na sua estrutura, na sua organização, nas posições relativas de cada um dos seus elementos, na sua relação com o exterior e na sua relação com a identidade profissional. Nessa, que é também a minha área de interesse pessoal, importará seguir com atenção os contributos futuros de Sue Robinson, Neil Thurman e Chris Anderson (cuja tese de Doutoramento deve ser publicada ainda este ano).

PS: Fotos do simpósio e do encontro iberoamericano de jornalismo digital que teve lugar logo a seguir aqui.

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Paragem

O Atrium vai parar durante uns dias.
Voltará lá mais para os 20’s deste mês.

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Partindo de um posicionamento precisamente contrário ao de Robert Picard (que mencionei no post anterior) Jeff Jarvis apresenta-nos – num tom que já faz tão parte do ‘pacote’ como a mensagem em si – “O discurso que a NAA (Newspaper Association of America) devia ouvir“.
Excertos:

You’ve had 20 years since the start of the web, 15 years since the creation of the browser and craigslist, a decade since the birth of blogs and Google to understand the changes in the media economy and the new behaviors of the next generation of – as you call them, Mr. Murdoch – net natives. You’ve had all that time to reinvent your products, services, and organizations for this new world, to take advantage of new opportunities and efficiencies, to retrain not only your staff but your readers and advertisers, to use the power of your megaphones while you still had it to build what would come next. But you didn’t.

You blew it.

(…)the financial crisis only accelerated your fall. It didn’t cause the fall, it accelerated it. So now, for many of you, there isn’t time. It’s simply too late. The best thing some of you can do is get out of the way and make room for the next generation of net natives who understand this new economy and society and care about news and will reinvent it, building what comes after you from the ground up. There’s huge opportunity there, for them.

You blew it.

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Um dos mais reconhecidos especialistas mundiais na área de negócios dos média, Robert Picard, escreveu há dias (citado neste post de Francis Pisani, que também se recomenda) sobre a crise de empregabilidade no jornalismo.
Alguns excertos:

According to the latest ASNE newsroom employment figures, there are 22 percent more journalists in newspapers than there were in 1977 (43,000 in 1977; 52,600 in 2007). Even granting employment losses of 2,000-4,000 since the last census, employment is still about 18 to 20 percent higher than it was in the 1970s.
If mere numbers of journalists are considered an indicator of quality, the growth of journalist employment from 1970s to 2000 should have made journalism extraordinary in the 1980s and 1990s. No one should have been surprised by the savings and loan debacle, the Soviet Bloc collapsing, the international debt crisis in developing nations , U.S. aid to governments in central America and the Iran-contra affair, child labor in the developing world, the explosive growth of Chinese economy, or rising domestic and international terrorism. But we were surprised and journalists didn’t forewarn us. Obviously, the attention of the rising number of journalists was turned elsewhere.
If you look at newsrooms you can see the problem. Most journalists in newspapers do everything BUT covering significant news. They spend their time doing celebrity, food, automobile, and entertainment stories.
It is not the mere number of journalists that matters; it’s the choices that editors and publishers make about how to use the journalists available to them. Journalists are a crucial resource and how they are utilized has a significant influence on quality. Few newspapers have cut sections or types of coverage, choosing instead to cut throughout the newsroom and not to reassign journalists to the kinds of journalism that matters most to society.

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Crónica (“Lá se vai mais um sonho“) de Manuel António Pina, no JN de ontem, dia 2 de Abril:

Perdemos os sonhos ou são os sonhos que nos perdem? O meu sonho de menino sempre foi ser presidente de uma empresa intermunicipal de tratamento de resíduos; e quando, em vez de estudar, me punha a ler o “Cavaleiro Andante”, minha mãe dizia-me: “Estuda se queres vir a ser presidente de uma empresa intermunicipal de tratamento de resíduos”, sabendo que só isso era capaz de me arrancar da companhia de Tartarin de Tarascon e de Tintin.
Chegado a esse lugar de exílio que é a idade adulta (o que sucedeu mais ao menos na altura em que Tintin deixou de usar calças de golfe), procurei em vão informar-me acerca de como seria possível realizar tão desmesurado sonho. Só agora, já velho, o descobri. Para se ser presidente de uma empresa intermunicipal de tratamento de resíduos é recomendável, pelo menos em Braga, ter sido condenado por tentativa de corrupção de um vereador, o que (uma condenação por corrupção) é, como se sabe, uma inalcançável miragem em Portugal. Sem meios para tentar corromper vereadores, terei que me ficar pelo jornalismo, que também é uma actividade do sector do tratamento do lixo.
[negrito meu]

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Tom Hume esteve a explorar o API do Guardian em busca de algo muito concreto – uma evolução do uso de palavrões no chegou a uma curiosa conclusão: há palavras que entraram em declínio e há palavras que passaram a ser usadas com muito mais frequência.
Advertência: embora não apareça na imagem (retirada daqui) o eixo dos yy varia apenas entre 0% e 0,9%…

20090403_guardian_swearing

Leitura do quadro feita pelo próprio Hume:

  • Swearing is growing slowly year-on-year, across the board;
  • Unusually, in 2001, swearing stayed more-or-less level. Bastard declined after 2001 – probably an after-effect of 9/11, after which most other swearing grew;
  • Wank is massively underperforming over the last decade, whilst cock is flat;
  • Shit has grown disproportionately and steadily since 2005, whilst fuck has gone as far as it can;

[Informação original recolhida aqui]

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