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Archive for Junho, 2009

Duas recomendações de leitura sobre a reacção da net à morte de Michael Jackson:

1. Texto de Paulo Querido, no Expresso, com dados interessantes sobre o Twitter em Portugal;

2. Este video do Twitscoop, registando a forma como, ao longo do tempo, algumas palavras chave ganharam uma enorme relevância (sugestão recolhida neste texto de Charles Arthur, no Guardian).

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20090716_WShop_Infografia_wO Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho promove no próximo mês um workshop dirigido a profissionais de jornalismo e comunicação que tenham experiência ao nível dos gráficos de informação e um domínio básico das suas ferramentas.

O objectivo desta iniciativa, realizada em parceria com a agência Lusa, é “potenciar o uso das possibilidades e das linguagens do meio digital, ao nível da infografia e das narrativas online”.
O curso será ministrado por Aitor Eguinoa (com experiência de trabalho em infografia no El País, El Correo, de Bilbao, e La Nación, de Buenos Aires) e por Xaquin G. V. (La Voz de GaliciaNewsweek e, actualmente, The New York Times, onde trabalha  como Graphics Editor).

A coordenação cabe a Nuno Vargas.

Mais informações: AQUI.

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Um cartoon  de John Campbell que nos ‘explica’ como os media (sobretudo a TV) cobrem o desaparecimento dos famosos…

20090625_How the Media Covers a VIPs death

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O meu Michael Jackson

thriller-michael-jacksonCom o Michael Jackson que agora acaba de nos deixar tinha uma relação estranha (um pouco como a que tenho com o Herman José que está prestes a aparecer na TVI) – foi, a dado momento da minha vida (e da dele), alguém que muito admirei e tornou-se, com o passar dos anos, numa caricatura ‘gone bad’ pela qual quase só sentia pena.
Guardarei dele, naturalmente, apenas o melhor.
E, nesse preciso momento, ele chegou a ser insuperável.
O melhor do mundo.

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1122025082_fSerá, talvez, a mais grandiosa festa de mouros contra cristãos do planeta. Acontece em Sobrado (perto do Porto) durante o dia de amanhã. Uma tradição popular que envolve toda a comunidade e que, mesmo para quem já a acompanhou, apresenta ‘mistérios novos’ todos os anos.

Para um S. João diferente, aqui fica a sugestão (detalhes no blog ‘Bugios e Mourisqueiros‘…um projecto pessoal do Manuel Pinto, natural de Sobrado e conhecedor profundo da festa).

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Parece-me um texto de leitura obrigatória, este de Bernard Lunn no ReadWriteWeb.
Diz-nos que a ‘organização do trabalho’ que substitui a integração vertical dos media tradicionais é uma de sobreposição de camadas…uma espécie de pirâmide produtiva não rígida,  com porosidade suficiente para que todos os níveis contactem entre si.
Excerto:

* Bottom: millions of eyes, with camera phones, SMS, Twitter, whatever works at the time. No media firm can replicate this. When people talk about funding journalism through non-profit foundations, it should be along the lines of: make sure everybody in the Peace Corps knows how to do this, or give Amnesty International money to report on prisoner abuse, or give Greenpeace money to report on environmental issues. In fact, not much else is needed beyond what is already happening; the crashing prices of cell phones is making this available to billions of people.
* Middle: the spotters and amplifiers, people who see the potential importance of a story and do a bit more research online and use their network to push the story out. Many of these people have an axe to grind, which makes them motivated, but one has to take what they say with a grain of salt.
* Top: the final mile of media, the trusted brands. Each has to earn the public’s trust every day. When you see a news item coming from multiple sources, which do you click on? Different clicks for different folks; this is no winner-take-all market. Can be MSM, can be niche. But that trust is earned every day. Facts have to be checked, and that takes time, money, and training.

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A Meios e Publicidade revelava ontem que…

O jornal desportivo A Bola deverá apresentar amanhã um site renovado a nível de grafismo e conteúdos. Sob o lema Venha com a Bola dar a Volta ao Mundo, o jornal vai apresentar uma nova edição online com “muita interactividade com o leitor, muita imagem e uma área com informação generalista”,descreve Vítor Serpa, director do jornal, em declarações ao M&P.

Já hoje, como bem reparou o António Granado (num Twit das 14h54) o que todos nós podiamos ver no endereço era coisa bem distinta (imagem recolhida às 15h16)…

20090623_ABola_OUT

Alguém nos levou de volta a meados dos anos 1990 não foi?

É verdadeiramente indescritível.
É absolutamente inaceitável.
Até dói.

PS (16h33):
Voltamos a poder aceder ao site. Agora, ao novo site. Que é muito pouco novo (textos curtíssimos sem qualquer ligação externa, comentários só abertos a utilizadores registados, inexistência de possibilidade de referenciação para redes sociais, design…qual design? – 2 colunas que depois são 3 mas não são sempre iguais porque o quadradinho da publicidade é maior do que uma delas e depois voltam a ser duas mas com uma das colunas na horizontal…).
Continua a doer.
É pena.

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[Sugestão recolhida no Twitter do Paulo Querido]

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279965934_a5565384b6_mCerca de dois anos e meio depois de ter adoptado um novo site a Rádio Renascença renovou, no fim-de-semana passado, a sua presença na web.
Como se explica num video promocional (por sinal, muito bem feito) a empresa aposta não apenas numa ‘refrescadela’ mas antes num novo posicionamento no mercado, com o espaço online a adquirir (tanto para a programação como para a informação) um valor mais central na lógica operacional.
Visualmente o site parece-me muito melhor do que o anterior (se bem que o termo de comparação era já abaixo do sofrível) e há uma área que claramente ganha destaque – o video. Todos os sons e videos que abri funcionaram bem, à primeira e sem saltos, o que é bom sinal.

20090616_RR_NovoSite_PrtSc_Pq

Pessoalmente, acho que a opção pela manutenção do fundo em tom azulado muito forte é pouco feliz (em tempos de clara tendência no sentido da sobriedade) e acho que a não existência da possibilidade de ligar, com um só toque, os textos e trabalhos a uma série de redes sociais é, certamente, uma coisa a corrigir dentro de muito pouco tempo.
Reparei ainda que a ligação para o ‘Página 1’ funciona na Home mas não funciona na página de entrada da Informação. Além disso – e, isso sim, parece-me grave – continua a não ser possível descarregar o PDF se estivermos a usar a versão mais recente do IE ou o Firefox.
Detalhes, naturalmente, mas importantes.
…quem entra numa passadeira rolante em andamento acelerado precisa de adaptar-se, rapidamente,  a uma fasquia de ‘mínimo exigível’ que muda também ela a um ritmo acelerado.

Declaração de interesses: conheço bem algumas das pessoas responsáveis pelo online da RR e sou colunista quinzenal no Página 1.

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digitalbritainO governo britânico acaba de tornar público o relatório ‘Digital Britain‘, um plano estratégico com o objectivo de garantir que o país consiga estar na “linha da frente da economia digital”.
O relatório apresenta acções e recomendações para proteger o talento e a inovação nas indústrias culturais, para modernizar as estruturas de rádio e TV e apresenta políticas para maximizar os benefícios sociais e económicos das tecnologias digitais.

[Chamada de atenção recolhida aqui]

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Da posta mirandesa…ao wagamama :)

Mais de 15 dias sem um post podem justificar-se assim:

1. tratamento em curso de duas tendinites (ombro e cotovelo) exige pouca permanência na posição que lhes terá dado origem;

2. …o pouco tempo que se dedica à vida social na web tende naturalmente a ser gasto no twitter…

3. se uns foram até à posta mirandesa (uma peregrinação altamente recomendável) outros tentaram matar saudades do que foi, em tempos, ‘casa’. Há imagens que já não visitavam estes olhos há alguns anos…




Mais aqui.

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20090601_Publico&DN_Europeias_GDIniciada que está a última semana de campanha antes das eleições europeias do próximo dia 7 achei que seria curioso olhar para os sites de cinco jornais diários portugueses – Jornal de Notícias, Diário de Notícias, Público, Correio da Manhã e i – em busca de resposta para duas perguntas:
1. Existe um espaço dedicado às eleições?
2. (só válida em caso de ‘sim’ em 1.) Que oferta está disponível nesse espaço?

Observação:
1.
Jornal de Notícias – Não
Diário de Notícias – Sim
Público – Sim
Correio da Manhã – Não
i – Não

Dos cinco, só dois apresentam espaços próprios. Os restantes aparentam incluir as informações sobre a campanha nas suas áreas dedicadas a acontecimentos relacionado com a política.

2.
Público
A chamada para o espaço aparece no canto superior direito da homepage.
O site é simples, claro e apelativo (um pouco no espírito dos readers de notícias – como o GoogleNews, ou até, como o Skimmer do NYTimes) mas congrega muitas portas de acesso a uma quantidade substancial de informação produzida pelo próprio jornal mas também recolhida na Web e avançada pelos leitores.
Há claramente uma mais valia a salientar – o aparecimento no topo da página de informação gráfica actualizada em permanência com dados sobre as últimas sondagens, e sobre a presença dos cabeças de lista dos dois principais partidos nos media e na blogosfera.

Diário de Notícias
A chamada para o espaço aparece no canto superior direito, embora não de forma tão explícita como no Público (dentro da caixa de especiais e, nela, sob o espaço ‘Política’).
O site parece não ser mais do que um espaço agregador da produção, sem que se perceba qualquer intenção de lhe acrescer valor de forma autónoma. Temos trabalhos como ‘Perguntas e Respostas’, ‘Infografia Europeias 2009’ e, logo depois, as listagens de: inquéritos aos candidatos, notícias, entrevistas, opinião, videos, gráficos e perfil.

20090601_Publico&DN_Europeias_PQ


Análise:

a) Parece-me significativo que 3 dos 5 espaços online de diários observados não tenham sequer um site dedicado às eleições europeias.
Parece-me, em particular, muito problemático que o mais novo de todos os projectos, o i, tenha abdicado (também) desta área (daqui a pouco, não lhe sobrará quase nenhuma, pois não?)
Estaremos apenas perante um reflexo do (dito) desinteresse dos eleitores?

b) O site do DN não tem existência própria; ou seja, não foi concebido numa lógica – a da web! Hello!!! – que permita o acesso a leitores que não entrem pela sua home e que os cative independentemente do restante conteúdo. É uma lista, uma espécie de blogroll (longo, muito longo!) o que, nos tempos que correm, é claramente mau.

c) Apesar de alguns problemas – 1) não temos qualquer indicação sobre o método usado para chegar aos gráficos das menções nos media e na blogosfera; 2) a participação dos leitores parece confinar-se aos comentários e ao envio de fotos da campanha – o site do Público é claramente o único concebido de raíz como um produto autónomo; partilha a linguagem gráfica do jornal online mas apresenta algumas diferenças, tem conteúdos com mais valia, tem uma lógica de funcionamento muito própria [mais informação sobre o desenvolvimento deste projecto, a cargo de Paulo Querido, aqui].

A corrida não é grande coisa, é certo, mas o Público já a ganhou…com uma cabazada!

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