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Archive for Outubro, 2009

Estava, esta manhã, com o TweetDeck aberto quando, às 10h01, vejo uma informação no feed da Reuters: “Barack Obama wins the Nobel Peace Prize – more on Reuters UK soon“.
Tratando-se de uma notícia de relevo e tendo sida dada por uma fonte que eu considero credível, fiz o meu RT, ainda às 10h01 (eu, o António Larguesa, o digidickinson, e a NelmaAlas, considerando, naturalmente, apenas o universo dos 1108 tweeters que sigo).
Às 10h02 havia já um RT do meu RT.
Tim Weber, business editor da BBC, adiantou a mesma informação ainda às 10h02 e a SIConline foi a a primeira organização de media tradicional nacional a revelar a informação (PS: no seu feed Twitter).
A BBC News confirmava às 10h05 (A APMobile, curiosamente, só o faria às 10h08 – o que equivale a dizer que ficou completamente fora de jogo).
O resto é história, como se costuma dizer.
2008_Obama victory printsNotas:
1. A informação inicial (tanto quanto me apercebi) foi dada por uma das estabelecidas agências de notícias – a Reuters.
2. A ‘viralização’ da informação começou a ser feita por agentes não formais.
3. Os media tradicionais, num primeiro momento, apenas repetiram o que lhes chegou das agências…e que já tinha sido repetido pelos agentes informais.

Discussão:
Podiamos falar de uma diferença de minutos ou até de segundos, se quisessemos ser rigorosos. Podiamos olhar para este episódio e pensar: seja como for, a informação inicial foi dada por uma agência e os media tradicionais reagiram com prontidão.
Acontece que essa conversa não mais faria do que desviar-nos da ‘trave que temos mesmo à frente do olho’ – os agentes informais são já parte integrante do processo de disseminação de informação (às vezes, embora não tantas como desejariam alguns, são também fonte original) e assumem (à escala das suas redes) uma preponderância semelhante à dos agentes tradicionais.
Enquanto isto, os tais agentes tradicionais reagem com muito pouca flexibilidade e, sobretudo,  (à falta de melhor palavra) genica. Nos tempos que correm, acrescentar no site e disponibilizar no feed do Tweeter a informação da agência já está muito longe de ser suficiente.
E, embora se trate de uma constatação que tem o seu quê de desonesto, dizer neste momento “isso também eu faço!” parece inevitável.
É cada vez mais largo o território disponível para o ‘isso também eu faço’ dos amadores e é cada vez mais estreito o território (e curto o tempo) disponível para os media tradicionais responderem “mas, desta forma, com todos estes elementos, com estas ligações e com este enquadramento, só nós conseguimos”.

Em minha casa, no escritório, enquanto preparava materiais para aulas, bati (ainda que por segundos) empresas que empregam centenas de jornalistas e que podem ter acesso a uma imensidão de recursos.
Apesar de ser algo cada vez mais natural, é, ainda assim, ao mesmo tempo tenebroso e empolgante.

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Num texto cheio de excelentes observações sobre o jornalismo que se faz e de não menos excelentes sugestões sobre o jornalismo que devia fazer-se (por exemplo: as peças poderiam ser acompanhadas de uma pequena caixa sob o título ‘Coisas que nós não sabemos sobre este assunto’), Dan Gillmor apresenta no The Guardian uma listagem que – no mínimo – devia ser discutida em detalhe nas redacções e nas aulas de jornalismo das universidades
Excertos:

Transparency would be a core element of our journalism.
(…)
We would refuse to do stenography and call it journalism. If one faction or party to a dispute is lying, we would say so, with the accompanying evidence.
(…)
Except in the most dire of circumstances – such as a threat to a whistleblower’s life, liberty or livelihood – we would not quote or paraphrase unnamed sources in any of our journalism. If we did, we would need persuasive evidence from the source as to why we should break this rule, and we’d explain why in our coverage. Moreover, when we did grant anonymity, we’d offer our audience the following guidance: We believe this is one of the rare times when anonymity is justified, but we urge you to exercise appropriate skepticism.
(…)
We’d routinely point to our competitors’ work, including (and maybe especially) the best of the new entrants, such as bloggers who cover specific niche subjects. When we’d covered the same topic, we’d link to them so our audience can gain wider perspectives. We’d also talk about, and point to, competitors when they covered things we missed or ignored.
(…)
No opinion pieces or commentary from major politicians or company executives.

Wow!
Wow mesmo!
Quem quer começar a conversa?

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A República Popular da China celebrou há dias o seu 60º aniversário. As mudanças – sobretudo nas últimas duas décadas – ficam bem visíveis num trabalho infográfico de Nicholas Felton, que Randy Krum descobriu no número de Outubro da Fast Company.
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