Escrevi aqui neste blog há mais de três anos sobre as minhas reservas quanto a processos de elaboração de rankings.
Disse, na ocasião, “Não sendo um defensor acérrimo dos rankings (em abstracto) e não sendo ainda defensor de um jornalismo que apenas os publique, aceito muitos dos argumentos apresentados, a propósito de uma realidade que não a do ensino superior, pelo António Granado“.
Mantenho, na essência, esta leitura.
A realidade, porém, é uma de já naturalizada avaliação externa de cursos e de centros de investigação. Os cursos de Ciências da Comunicação foram avaliados, pela última vez, em 2005, e os centros de investigação acabam de ser avaliados pela segunda vez (períodos de quatro anos).
O painel de avaliadores – constituído por Peter Golding (Univ. Loughborough, UK), Cees Hamelink (Univ. Amsterdão) e Else de Bens (Univ. Gent, Bélgica) – atribuíu ao grupo a que pertenço, o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), a avaliação máxima, ‘Excelente’.
Os centros de investigação Labcom (U. Beira Interior) e CIMJ obtiveram a classificação ‘Very Good’.
Três outros centros – CECL (U. Nova de Lisboa), CETAC.Media (U. Porto e U. Aveiro) e CICANT (U. Lusófona) – obtiveram classifcação ‘Fair’ e pediram para ser reavaliados.
Fica aqui o registo, com enorme satisfação, de um resultado que escapa às lógicas centrípetas que nos habituamos a aceitar como inevitáveis.
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