“Há 70 anos a Alemanha invadia a Polónia e bombardeava Varsóvia e várias cidades polacas. Começava a II Guerra Mundial, um momento único na história, em que a rádio foi o meio de comunicação decisivo. Em Portugal, as emissões da BBC eram a melhor forma de acompanhar o desenrolar do conflito” – assim se dá lançamento a um trabalho de Maria João Cunha, disponível no site da Rádio Renascença.
É um trabalho de grande qualidade, que nos apresenta uma imagem complexa de um espaço, um tempo e um lugar que, durante anos, teve apenas direito à unidimensionalidade que dá corpo a todos os mitos.
A ‘Voz de Londres’ (sobre)viveu nesses anos e foi o que foi – para Portugal mas também para o resto do mundo – porque era, precisamente, fruto da combinação de pressões políticas com vontades e coragem pessoais de muita gente.
O trabalho de Maria João pode muito facilmente ser acrescentado ao grupo daqueles a que recorremos em tempos de dúvida, quando precisamos de dar força à ideia de que o jornalismo cotinua a ser socialmente relevante.

Declaração de interesses: sou cronista do ‘Página 1‘ (RR) e fui professor da Maria João.


Com o Michael Jackson que agora acaba de nos deixar tinha uma relação estranha (um pouco como a que tenho com o Herman José que está prestes a aparecer na TVI) – foi, a dado momento da minha vida (e da dele), alguém que muito admirei e tornou-se, com o passar dos anos, numa caricatura ‘gone bad’ pela qual quase só sentia pena.
Será, talvez, a mais grandiosa festa de mouros contra cristãos do planeta. Acontece em Sobrado (perto do Porto) durante o dia de amanhã. Uma tradição popular que envolve toda a comunidade e que, mesmo para quem já a acompanhou, apresenta ‘mistérios novos’ todos os anos.










