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Archive for the ‘Investigação’ Category

A conferência da conferência da IAMCR em 2010 (a realizar em Braga) tem já um site oficial online, uma conta twitter e uma imagem muito cuidada (um trabalho da Paleta de Ideias, empresa que tem um protocolo de cooperação com o DCC da UMinho).

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Na sequência de uma conferência organizada pela BBC College of Journalism acaba de ser divulgada uma compilação de textos de leitura recomendada – The Future of Journalism.

Também a ler (sobre o mesmo assunto):

The End of Fortress Journalism

Noded working – a new way to do journalism?

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IAMCR-2010 em Portugal

iamcr_homeA International Association for Media and Communication Research acaba de anunciar aos seus membros que a conferência anual da organização, em 2010, terá lugar na Universidade do Minho, em Portugal.
É o seguinte o texto da mensagem:

“IAMCR’s Executive Board and International Council have selected the University of Minho, Braga, Portugal to host IAMCR’s 2010 conference.
Proposed dates are from 18-22 July, 2010.
More details about the Portugal conference will be announced during this year’s conference in Mexico”.

É a primeira vez que a IAMCR escolhe Portugal para receber aquela que é, anualmente, a maior reunião mundial de investigadores em comunicação.

[Post replicando conteúdo apresentado no J&C]

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(Obrigado, André, pelo empurrão 🙂 no post anterior).

Estive uns dias ausente.


Fui a Austin, participar no International Symposium on Online Journalism e, da riquíssima experiência, deixo aqui algumas notas:

1. Vivemos ainda um tempo de experiências, de ensaios, de propostas. O que me pareceu – e isso é algo que considero bastante positivo – é que muitas delas estão já muito mais ancoradas na realidade do que em projecções excessivamente optimistas sobre ‘futuros brilhantes’. Foi muito interessante, por exemplo, perceber que há um modelo de negócio muito particular que funciona num país (a Malásia) mas que a fórmula muito dificilmente se aplicaria a outros mercados. Foi igualmente interessante perceber que a aposta de um periódico colombiano na infografia de grande qualidade está a ter enorme sucesso e – nas condições específicas daquele país – contribui de forma muito relevante para a criação de uma consciência social colectiva [Apresentação de Maria Teresa Ronderos disponível aqui].

2. Definitivamente começa a pensar-se a informação online como algo distinto da informação apresentada no papel / rádio / TV. E, sendo diferente, talvez se deva questionar a avalanche de produção (sobretudo proveniente de gurus e/ou empresas de consultadoria) sobre a fusão de operações ou sobre a chamada integração total. Nunca mais vou esquecer a brilhante apresentação de Torry Pederson, CEO do grupo norueguês VG que – tomando como exemplo a estratégia do seu grupo – nos disse que importa fazer crescer os produtos de forma autónoma (a imagem da cascata com água que corre de forma permanente, sem limites por oposição à garrafa, com conteúdo purificado, num formato fechado, deverá ter sido a mais forte do simpósio para todos os presentes). [Mais sobre a intervenção de Pederson aqui e sobre a estratégia do grupo VG aqui].

3. As mudanças em curso no jornalismo (na actividade mas também na profissão em si) estão a ter efeitos nas redacções; na sua estrutura, na sua organização, nas posições relativas de cada um dos seus elementos, na sua relação com o exterior e na sua relação com a identidade profissional. Nessa, que é também a minha área de interesse pessoal, importará seguir com atenção os contributos futuros de Sue Robinson, Neil Thurman e Chris Anderson (cuja tese de Doutoramento deve ser publicada ainda este ano).

PS: Fotos do simpósio e do encontro iberoamericano de jornalismo digital que teve lugar logo a seguir aqui.

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19890313_cern_timbernerslee_www_proposalÉ, como muitos dos momentos definidores cuja importância só se compreende anos mais tarde, um assunto não muito pacífico – a data de nascimento da WWW.
Para o CERN, assinala-se hoje, dia 13 de Março, a passagem de 20 anos sobre a publicação do texto “Information Management: a Proposal“, em que Tim Berners-Lee, um consultor de software daquela organização propunha um novo método para armazenamento e partilha da investigação feita (por centenas de especialistas que iam e vinham trocando pouca informação sobre os seus avanços).
Haverá quem defenda que esses 20 anos só devem assinalar-se daqui a dois (no início de 1991 a ideia foi concretizada) ou ainda mais tarde (1993 estará identificado como o ano da abertura da WWW ao exterior).
Em qualquer dos casos, abre-se aqui um período de celebrações e, pessoalmente, acho que devemos assinalá-las todas – a criação da Web é um momento que (sobretudo em tempos como os de hoje, com BPP’s, BPN’s e Madoff’s à pazada!) importa sinalizar com a merecida dignidade. Tim Berners-Lee, Robert Cailliau e muitos outros abriram-nos as portas a uma nova experiência de vida e fizeram-no sem pensar na melhor forma de lucrar com isso.
Raro, muito raro.
Parabéns WWW.
Obrigado Sir Tim.

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[Foto de Josephine Dorado]

Henry Jenkins, o co-director do programa sobre estudos de media comparados do MIT e autor do famoso livro ‘Convergence Culture – Where old and new media collide‘, iniciou há dias a publicação em oito partes de um trabalho colectivo sobre ‘spreadable media’.
Estão, para já, disponíveis quatro textos (um, dois, três, quatro).
Excerto retirado da segunda parte:

Consumers in this model are not simply “hosts” or “carriers” of alien ideas, but rather grassroots advocates for materials which are personally and socially meaningful to them. They have filtered out content which they think has little relevance to their community, while focusing attention on material which they think has a special salience in this new context. Spreadability relies on the one true intelligent agent — the human mind — to cut through the clutter of a hyper-mediated culture and to facilitate the flow of valuable content across a fragmented marketplace. Under these conditions, media which remains fixed in its location and static in its form fails to generate sufficient public interest and thus drops out of these ongoing conversations.

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Está já disponível, em formato Open Journal Systems, o documento com as actas da conferência Zon Digital Games 2008.
Há contributos sobre ‘Impactos e Cognição’, ‘Design’, ‘Modelos e Narrativa’ ou ‘Ludicidade e Educação’ e há até um trabalho sobre o perfil e os interesses dos participantes na conferência.
Escreve Nelson Zagalo na introdução:

Ao contrário dos parentes das artes puras (ex. pintura) ou do entretenimento puro (ex. circo),
os jogos digitais tiveram a sorte de surgir numa época abençoada pela tecnologia e como tal não
se limitaram a integrar o saber de cada uma das diferentes áreas mas apresentaram-se como o
elemento que elevaria ao extremo o seu uso. Ou seja, requerendo que cada um dos elementos em
jogo – arte, entretenimento e tecnologia – se superasse a si mesmo para em seguida ajudar a
superar os artefactos de jogos digitais.
E é esta superação que obriga a academia a curvar-se perante o entretenimento e perante a
indústria dos jogos digitais. É de facto uma das indústrias mais avançadas na sua complexidade e
desenvolvimento e ao mesmo tempo das que menos tem feito depender o seu avanço do
conhecimento da academia.

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From Knowledgable to Knowledge-able: Learning in New Media Environments” é o  título do mais recente ensaio de  Michael Wesch, publicado no espaço Academic Commons.
Excerto:

This new media environment can be enormously disruptive to our current teaching methods and philosophies. As we increasingly move toward an environment of instant and infinite information, it becomes less important for students to know, memorize, or recall information, and more important for them to be able to find, sort, analyze, share, discuss, critique, and create information. They need to move from being simply knowledgeable to being knowledge-able.

Nota: Soube pelo Twitter e, apenas no espaço de tempo que levou a escrever este curto texto, o ensaio tinha passado de 197 para 301 page views).

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A iniciativa ‘Estados Gerais da Imprensa Escrita‘, um longo e datalhado processo de auscultações e debates lançado pelo presidente francês, Nicolas Sarkosy, em Outubro do ano passado, resultou na elaboração de um Livro Verde que será, esta quinta-feira, entregue à ministra da tutela.

Os documentos parcelares estão já todos disponíveis aqui.

Benoit Raphael – um dos participantes na discussão – avança-nos 14 constatações no seu blog.
Aqui ficam algumas:

– A oferta global de media aumenta de forma mais rápida do que o consumo
– Os anunciantes estão a bater em retirada dos media tradicionais
– O aumento no consumo de media em França acontece em paralelo com uma dispersão de audiências entre títulos e suportes
– O acesso clássico aos media (Jornais, Rádio e TV) é minoritário entre os franceses com idades 15-24
– As deslocações diárias são a acosião para o consumo de media e de outros produtos em formato digital sendo que o telefone já ultrapassa o papel enquanto suporte

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Escrevi aqui neste blog há mais de três anos sobre as minhas reservas quanto a processos de elaboração de rankings.
Disse, na ocasião, “Não sendo um defensor acérrimo dos rankings (em abstracto) e não sendo ainda defensor de um jornalismo que apenas os publique, aceito muitos dos argumentos apresentados, a propósito de uma realidade que não a do ensino superior, pelo António Granado“.

Mantenho, na essência, esta leitura.

A realidade, porém, é uma de já naturalizada avaliação externa de cursos e de centros de investigação. Os cursos de Ciências da Comunicação foram avaliados, pela última vez, em 2005, e os centros de investigação acabam de ser avaliados pela segunda vez (períodos de quatro anos).

O painel de avaliadores – constituído por Peter Golding (Univ. Loughborough, UK), Cees Hamelink (Univ. Amsterdão) e Else de Bens (Univ. Gent, Bélgica) – atribuíu ao grupo a que pertenço, o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), a avaliação máxima, ‘Excelente’.

Os centros de investigação Labcom (U. Beira Interior) e CIMJ obtiveram a classificação ‘Very Good’.

Três outros centros – CECL (U. Nova de Lisboa), CETAC.Media (U. Porto e U. Aveiro) e CICANT (U. Lusófona) – obtiveram classifcação ‘Fair’ e pediram para ser reavaliados.

Fica aqui o registo, com enorme satisfação, de um resultado que escapa às lógicas centrípetas que nos habituamos a aceitar como inevitáveis.

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Há cerca de três anos, o Berkman Center for Internet & Society, da Universidade de Harvard, publicou um trabalho que viria a ter um impacto significativo nas leituras que se fizeram/fazem do relacionamento entre o jornalismo e os blogs.
Agora, dando seguimento a um projecto sustentado, disponibiliza – mesmo a tempo das leituras de Natal – uma série de contributos, sob a designação genérica “Media Re:Public – News and Information as Digital Media Come of Age“.
Escreve-se na nota de apresentação: “This inclusive conversation should aim to build on the best from all areas — the energy of participatory media and the expertise of professional journalists, the competitive drive of commercial media and the commitment to excellence of public broadcasters, the dedication and deep knowledge of community organizations and advocacy groups and the interests and energy of the public. The Media Re:public project’s research process benefited from a large and varied group of contributors, authors, and interlocutors.”

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Para seguir o congresso de ciberjornalismo, que decorre até amanhã no Porto: blog & twitter.

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A blogosfera nacional pode estar moribunda, a desaparecer, cheia de gente muito pouco interessante, como defendem alguns, mas o facto é que já ganhou corpo há pelo menos cinco anos. Com altos e baixos, mais ou menos vedetas, mais ou menos aspirantes a vedetas lá subsiste e o seu mais fiel cronista, o Leonel Vicente, mantem a estoica tarefa de nos trazer à memória o que de mais marcante aconteceu.
A blogosfera em 2008 começa agora a ser disponibilizada; para quem quiser ter uma ideia de anos anteriores, os olhares estão aqui.
Parabéns, uma vez mais ao Leonel.

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O 4º Encontro de Blogs portugueses acontece já este fim-de-semana, em Lisboa. Acolhido, desta vez, pela Universidade Católica, o encontro tem lugar sensivelmente cinco anos depois do primeiro e numa altura em que são muitos os sinais de abrandamento da popularidade do formato (de tal forma que alguns dizem ter-se já entrado numa fase de maturidade e outros anunciam o seu fim).

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Imagino que muito disto venha a ser fruto de discussão acesa…e tenho pena de, pela primeira vez, não ter alternativa senão faltar.

PS: Pista de reflexão – “why do you blog?

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