Archive for the ‘Publicidade’ Category

O que é ‘quebra cíclica’ de rendimentos e o que é ‘quebra estrutural” de rendimentos?

O que é que, na indústria dos media (sobretudo Imprensa escrita), pode ser atribuído à crise global que se vive e o que é que é já efeito certo de uma mudança definitiva no negócio?

O quadro que Ryan Chittum preparou para a CJReview – tomando por base dados públicos, disponíveis no site da NAA – pode ajudar-nos a tentar responder a estas perguntas.


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Marta Kagan publicou uma versão actualizada da popular apresentação “What the F**K is Social Media”.
Vale a pena ver e guardar.

Gostei desta: “social media is like word of mouth on steroids“.

[informação recolhida no Cybersoc.com]

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Excertos de um excelente texto de Clay Shirky na publicação online Cato Unbound:

The hard truth about the future of journalism is that nobody knows for sure what will happen; the current system is so brittle, and the alternatives are so speculative, that there’s no hope for a simple and orderly transition from State A to State B. Chaos is our lot; the best we can do is identify the various forces at work shaping various possible futures.

The logic of the Internet, a medium that is natively good at helping groups communicate at vanishingly low cost, is that the act of forming a public has become something the public is increasingly doing for itself, rather than needing to wait for a publication (note the root) to do it for them. More publics will form, they will be smaller, shorter-lived, and less geographically contiguous, and they will overlap more than the previous era’s larger, more rooted, more stable publics.

The journalistic models that will excel in the next few years will rely on new forms of creation, some of which will be done by professionals, some by amateurs, some by crowds, and some by machines.

This will not replace the older forms journalism, but then nothing else will either; both preservation and simple replacement are off the table. The change we’re living through isn’t an upgrade, it’s a upheaval, and it will be decades before anyone can really sort out the value of what’s been lost versus what’s been gained. In the meantime, the changes in self-assembling publics and new models of subsidy will drive journalistic experimentation in ways that surprise us all.

Importará também ler a igualmente excelente resposta de Philip Meyer (The Vanishing Newspaper).

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Recebi, na caixa de correio do blog, mais uma mensagem a promover qualquer coisa e a pedir a minha colaboração para a divulgar. Estava quase a mandá-la para o ‘arquivo geral’ quando reparei numa expressão particular. E achei que, afinal de contas, devia mesmo escrever sobre o assunto.
A dita mensagem dizia o seguinte:

Após o lançamento internacional do seu último livro, “TJ Walker’s Secret to Foolproof Presentations,” os co-autores TJ Walker & Jess Todtfeld querem quebrar o Recorde Mundial da maior quantidade de entrevistas de rádio num período de 24 horas.
Em Portugal, junta-se a directora executiva da MTWPortugal que este mês apresentou a empresa aos meios de comunicação social portugueses.
A equipa pode falar sobre diversos assuntos e os que melhor forem ao encontro da estação de rádio e/ou blog. A equipa já tem marcações para mais de 90 estações. 72 é o recorde actual e o seu objectivo destes comunicadores é falarem para mais de 115 estações. As entrevistas irão ocorrer entre as 6am no dia 1 de Junho e as 6 da manhã de 2 de Junho, hora de Nova Iorque, e em inglês e português.

A equipa pode falar sobre diversos assuntos e os que melhor forem ao encontro da estação de rádio e/ou blog“.
A ‘equipa’, pelos vistos, só quer é mesmo falar…não importa sobre o quê.

Mesmo se nos abstrairmos da situação caricata temos ainda nas mãos algo que devia preocupar-nos a uma outra escala; a crescente fragmentação dos consumos de média e a também crescente desvalorização dos papel mediador do jornalista abre espaço a fenómenos de simulacro de comunicação deste tipo. Serão, certamente, cada vez mais frequentes e terão, certamente também, cada vez mais espaço e oportunidade para se apresentarem directamente às audiências.
Ganham os senhores que falam sobre qualquer assunto, claro está.
Mas ganharemos também nós?

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Polémico o mais recente texto de opinião do académico Robert Picard, publicado no CSMonitor.
O que nos diz?
Muito simplesmente que o salário é a compensação pela criação de valor e, no presente, os jornalistas estão a criar muito pouco. Por isso, defende, deveriam receber menos.

To comprehend journalistic value creation, we need to focus on the benefits it provides. Journalism creates functional, emotional, and self-expressive benefits for consumers. Functional benefits include providing useful information and ideas. Emotional benefits include a sense of belonging and community, reassurance and security, and escape. Self-expressive benefits are provided when individuals identify with the publication’s perspectives or opinions, or when they’re empowered to express their own ideas.
These benefits used to produce significant economic value. Not today. That’s because producers and providers have less control over the communication space than ever before. In the past, the difficulty and cost of operation, publication, and distribution severely limited the number of content suppliers. This scarcity raised the economic value of content. That additional value is gone today because a far wider range of sources of news and information exist.
The primary value that is created today comes from the basic underlying value of the labor of journalists. Unfortunately, that value is now near zero.

[Sugestão original aqui]

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Partindo de um posicionamento precisamente contrário ao de Robert Picard (que mencionei no post anterior) Jeff Jarvis apresenta-nos – num tom que já faz tão parte do ‘pacote’ como a mensagem em si – “O discurso que a NAA (Newspaper Association of America) devia ouvir“.

You’ve had 20 years since the start of the web, 15 years since the creation of the browser and craigslist, a decade since the birth of blogs and Google to understand the changes in the media economy and the new behaviors of the next generation of – as you call them, Mr. Murdoch – net natives. You’ve had all that time to reinvent your products, services, and organizations for this new world, to take advantage of new opportunities and efficiencies, to retrain not only your staff but your readers and advertisers, to use the power of your megaphones while you still had it to build what would come next. But you didn’t.

You blew it.

(…)the financial crisis only accelerated your fall. It didn’t cause the fall, it accelerated it. So now, for many of you, there isn’t time. It’s simply too late. The best thing some of you can do is get out of the way and make room for the next generation of net natives who understand this new economy and society and care about news and will reinvent it, building what comes after you from the ground up. There’s huge opportunity there, for them.

You blew it.

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Trata-se de um video promocional de uma empresa que vende automóveis, a Honda.
Parte de uma ideia boa – a ideia de que a falha deve ser promovida enquanto parcela integral de um processo de crescimento.
Haverá riscos mas há também oportunidades.
Parece-me um caminho difícil (e, naturalmente, cheio de dissabores) mas creio que, para um negócio como o dos media, poucas alternativas restarão. ‘Esperar que isto passe’ nunca foi uma proposta viável.

Vodpod videos no longer available.

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