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Um texto no espaço FreeExchange do The Economist com um olhar curioso sobre as opções de gestão dos media no tempo presente.
Recomenda-se.
Extractos:

I’m actually a little surprised that journalism has not been more aggressive or successful with appeals for government help. (…) But I would have imagined that the press might have been able to win public support for its operations based on the “public interest” role it plays.
One wonders if the effort to spice up copy to compete with online sites by focusing more on horse-race journalism, entertainment news, and tabloid stories, at the expense of quote-unquote serious journalism—investigative reporting and the like—compromised the news business’ ability to argue for such support.

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Há 70 anos a Alemanha invadia a Polónia e bombardeava Varsóvia e várias cidades polacas. Começava a II Guerra Mundial, um momento único na história, em que a rádio foi o meio de comunicação decisivo. Em Portugal, as emissões da BBC eram a melhor forma de acompanhar o desenrolar do conflito” – assim se dá lançamento a um trabalho de Maria João Cunha, disponível no site da Rádio Renascença.
É um trabalho de grande qualidade, que nos apresenta uma imagem complexa de um espaço, um tempo e um lugar que, durante anos, teve apenas direito à unidimensionalidade que dá corpo a todos os mitos.
A ‘Voz de Londres’ (sobre)viveu nesses anos e foi o que foi – para Portugal mas também para o resto do mundo – porque era, precisamente, fruto da combinação de pressões políticas com vontades e coragem pessoais de muita gente.
O trabalho de Maria João pode muito facilmente ser acrescentado ao grupo daqueles a que recorremos em tempos de dúvida, quando precisamos de dar força à ideia de que o jornalismo cotinua a ser socialmente relevante.

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Declaração de interesses: sou cronista do ‘Página 1‘ (RR) e fui professor da Maria João.

O que é ‘quebra cíclica’ de rendimentos e o que é ‘quebra estrutural” de rendimentos?

O que é que, na indústria dos media (sobretudo Imprensa escrita), pode ser atribuído à crise global que se vive e o que é que é já efeito certo de uma mudança definitiva no negócio?

O quadro que Ryan Chittum preparou para a CJReview – tomando por base dados públicos, disponíveis no site da NAA – pode ajudar-nos a tentar responder a estas perguntas.

20090819_CJR_Chittum_USNewspaperIndustry_AddRevenue_Graph

Marta Kagan publicou uma versão actualizada da popular apresentação “What the F**K is Social Media”.
Vale a pena ver e guardar.

Gostei desta: “social media is like word of mouth on steroids“.

[informação recolhida no Cybersoc.com]

A agencia de comunicação Evoca, dirigida por Julio Cerezo, iniciou a publicação de uma série de trabalhos sob a indicação genérica cuadernos de comunicación.
O primeiro título disponibilização chama-se “La revolución de la prensa digital” (PDF, 2,81Mb)) e conta com textos de António Delgado, Pepe Cerezo, Juan Varela, Enrique Dans, Ícaro Moyano e Oscar Espíritusanto.

[informação original reconhida no Caspa.tv]

DSC01671_NIN_wO carismático líder dos Nine Inch Nails (NIN), Trent Reznor, conhecido como um pioneiro de novas formas de contacto directo com a sua audiência específica (ver aqui, aqui e aqui, por exemplo), acaba de publicar num dos foruns do site da banda uma série de conselhos para todos os que tencionam ter uma carreira autónoma.
São indicações concretas, a pensar no universo da música, mas seria talvez interessante tentar reflectir sobre se algumas delas não teriam possibilidade de aplicar-se a outras áreas da comunicação (faça-se, por exemplo, o curioso exercício de substituir ‘música’ por ‘informação’).
Excerto:

Forget thinking you are going to make any real money from record sales. Make your record cheaply (but great) and GIVE IT AWAY. As an artist you want as many people as possible to hear your work. Word of mouth is the only true marketing that matters.
To clarify:
Partner with a TopSpin or similar or build your own website, but what you NEED to do is this – give your music away as high-quality DRM-free MP3s. Collect people’s email info in exchange (which means having the infrastructure to do so) and start building your database of potential customers. Then, offer a variety of premium packages for sale and make them limited editions / scarce goods. Base the price and amount available on what you think you can sell. Make the packages special – make them by hand, sign them, make them unique, make them something YOU would want to have as a fan. Make a premium download available that includes high-resolution versions (for sale at a reasonable price) and include the download as something immediately available with any physical purchase. Sell T-shirts. Sell buttons, posters… whatever.
The point is this: music IS free whether you want to believe that or not. Every piece of music you can think of is available free right now a click away. This is a fact – it sucks as the musician BUT THAT’S THE WAY IT IS (for now). So… have the public get what they want FROM YOU instead of a torrent site and garner good will in the process (plus build your database).

[Foto tirada durante a passagem da ‘Wave Goodbye tour’ por Paredes de Coura, no último dia de Julho]

A National Public Radio, uma espécie de ‘coisa esquisita’ durante os (muitos) anos de (grande) expansão do modelo de rádio comercial nos Estados Unidos, parece estar a ganhar um novo fôlego, fruto da conjunção de vários factores: a) a maior predisposição (na Era Obama) para ouvir falar em comunicação de serviço público; b) o fim do crescimento do modelo comercial; c) a chegada ao lugar cimeiro da organização de Vivian Schiller, ex-responsável do NYTimes.com.
Há dois dias, Schiller apresentou a sua estratégia para a NPR – to transform NPR into the No. 1 destination for free news on and beyond the radio – ao mesmo tempo que dava a conhecer o novo site.

20090729_NPR_NewHome_w

É um espaço muito bem concebido, muito limpo, muito, muito, muitíssimo distante do que, por exemplo, oferece o nosso prestador de Serviço Público (que terá, talvez, um dos mais ‘design challenged’ sites do país e arredores…mesmo alargando um bom pedaço os ‘arredores’).
Vale a pena ler a entrevista que Schiller deu recentemente à Newsweek.
Excerto:

This is an organization that’s in transformation into becoming a fully functional news content organization, not just a radio company. (…) We have been adding more and more content to our Web site to make it a much richer experience, not just a companion for radio, but a destination in its own right.