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Parece-me um texto de leitura obrigatória, este de Bernard Lunn no ReadWriteWeb.
Diz-nos que a ‘organização do trabalho’ que substitui a integração vertical dos media tradicionais é uma de sobreposição de camadas…uma espécie de pirâmide produtiva não rígida,  com porosidade suficiente para que todos os níveis contactem entre si.
Excerto:

* Bottom: millions of eyes, with camera phones, SMS, Twitter, whatever works at the time. No media firm can replicate this. When people talk about funding journalism through non-profit foundations, it should be along the lines of: make sure everybody in the Peace Corps knows how to do this, or give Amnesty International money to report on prisoner abuse, or give Greenpeace money to report on environmental issues. In fact, not much else is needed beyond what is already happening; the crashing prices of cell phones is making this available to billions of people.
* Middle: the spotters and amplifiers, people who see the potential importance of a story and do a bit more research online and use their network to push the story out. Many of these people have an axe to grind, which makes them motivated, but one has to take what they say with a grain of salt.
* Top: the final mile of media, the trusted brands. Each has to earn the public’s trust every day. When you see a news item coming from multiple sources, which do you click on? Different clicks for different folks; this is no winner-take-all market. Can be MSM, can be niche. But that trust is earned every day. Facts have to be checked, and that takes time, money, and training.

Onde está A Bola?

A Meios e Publicidade revelava ontem que…

O jornal desportivo A Bola deverá apresentar amanhã um site renovado a nível de grafismo e conteúdos. Sob o lema Venha com a Bola dar a Volta ao Mundo, o jornal vai apresentar uma nova edição online com “muita interactividade com o leitor, muita imagem e uma área com informação generalista”,descreve Vítor Serpa, director do jornal, em declarações ao M&P.

Já hoje, como bem reparou o António Granado (num Twit das 14h54) o que todos nós podiamos ver no endereço era coisa bem distinta (imagem recolhida às 15h16)…

20090623_ABola_OUT

Alguém nos levou de volta a meados dos anos 1990 não foi?

É verdadeiramente indescritível.
É absolutamente inaceitável.
Até dói.

PS (16h33):
Voltamos a poder aceder ao site. Agora, ao novo site. Que é muito pouco novo (textos curtíssimos sem qualquer ligação externa, comentários só abertos a utilizadores registados, inexistência de possibilidade de referenciação para redes sociais, design…qual design? – 2 colunas que depois são 3 mas não são sempre iguais porque o quadradinho da publicidade é maior do que uma delas e depois voltam a ser duas mas com uma das colunas na horizontal…).
Continua a doer.
É pena.

[Sugestão recolhida no Twitter do Paulo Querido]

279965934_a5565384b6_mCerca de dois anos e meio depois de ter adoptado um novo site a Rádio Renascença renovou, no fim-de-semana passado, a sua presença na web.
Como se explica num video promocional (por sinal, muito bem feito) a empresa aposta não apenas numa ‘refrescadela’ mas antes num novo posicionamento no mercado, com o espaço online a adquirir (tanto para a programação como para a informação) um valor mais central na lógica operacional.
Visualmente o site parece-me muito melhor do que o anterior (se bem que o termo de comparação era já abaixo do sofrível) e há uma área que claramente ganha destaque – o video. Todos os sons e videos que abri funcionaram bem, à primeira e sem saltos, o que é bom sinal.

20090616_RR_NovoSite_PrtSc_Pq

Pessoalmente, acho que a opção pela manutenção do fundo em tom azulado muito forte é pouco feliz (em tempos de clara tendência no sentido da sobriedade) e acho que a não existência da possibilidade de ligar, com um só toque, os textos e trabalhos a uma série de redes sociais é, certamente, uma coisa a corrigir dentro de muito pouco tempo.
Reparei ainda que a ligação para o ‘Página 1’ funciona na Home mas não funciona na página de entrada da Informação. Além disso – e, isso sim, parece-me grave – continua a não ser possível descarregar o PDF se estivermos a usar a versão mais recente do IE ou o Firefox.
Detalhes, naturalmente, mas importantes.
…quem entra numa passadeira rolante em andamento acelerado precisa de adaptar-se, rapidamente,  a uma fasquia de ‘mínimo exigível’ que muda também ela a um ritmo acelerado.

Declaração de interesses: conheço bem algumas das pessoas responsáveis pelo online da RR e sou colunista quinzenal no Página 1.

digitalbritainO governo britânico acaba de tornar público o relatório ‘Digital Britain‘, um plano estratégico com o objectivo de garantir que o país consiga estar na “linha da frente da economia digital”.
O relatório apresenta acções e recomendações para proteger o talento e a inovação nas indústrias culturais, para modernizar as estruturas de rádio e TV e apresenta políticas para maximizar os benefícios sociais e económicos das tecnologias digitais.

[Chamada de atenção recolhida aqui]

Mais de 15 dias sem um post podem justificar-se assim:

1. tratamento em curso de duas tendinites (ombro e cotovelo) exige pouca permanência na posição que lhes terá dado origem;

2. …o pouco tempo que se dedica à vida social na web tende naturalmente a ser gasto no twitter…

3. se uns foram até à posta mirandesa (uma peregrinação altamente recomendável) outros tentaram matar saudades do que foi, em tempos, ‘casa’. Há imagens que já não visitavam estes olhos há alguns anos…




Mais aqui.

20090601_Publico&DN_Europeias_GDIniciada que está a última semana de campanha antes das eleições europeias do próximo dia 7 achei que seria curioso olhar para os sites de cinco jornais diários portugueses – Jornal de Notícias, Diário de Notícias, Público, Correio da Manhã e i – em busca de resposta para duas perguntas:
1. Existe um espaço dedicado às eleições?
2. (só válida em caso de ‘sim’ em 1.) Que oferta está disponível nesse espaço?

Observação:
1.
Jornal de Notícias – Não
Diário de Notícias – Sim
Público – Sim
Correio da Manhã – Não
i – Não

Dos cinco, só dois apresentam espaços próprios. Os restantes aparentam incluir as informações sobre a campanha nas suas áreas dedicadas a acontecimentos relacionado com a política.

2.
Público
A chamada para o espaço aparece no canto superior direito da homepage.
O site é simples, claro e apelativo (um pouco no espírito dos readers de notícias – como o GoogleNews, ou até, como o Skimmer do NYTimes) mas congrega muitas portas de acesso a uma quantidade substancial de informação produzida pelo próprio jornal mas também recolhida na Web e avançada pelos leitores.
Há claramente uma mais valia a salientar – o aparecimento no topo da página de informação gráfica actualizada em permanência com dados sobre as últimas sondagens, e sobre a presença dos cabeças de lista dos dois principais partidos nos media e na blogosfera.

Diário de Notícias
A chamada para o espaço aparece no canto superior direito, embora não de forma tão explícita como no Público (dentro da caixa de especiais e, nela, sob o espaço ‘Política’).
O site parece não ser mais do que um espaço agregador da produção, sem que se perceba qualquer intenção de lhe acrescer valor de forma autónoma. Temos trabalhos como ‘Perguntas e Respostas’, ‘Infografia Europeias 2009’ e, logo depois, as listagens de: inquéritos aos candidatos, notícias, entrevistas, opinião, videos, gráficos e perfil.

20090601_Publico&DN_Europeias_PQ


Análise:

a) Parece-me significativo que 3 dos 5 espaços online de diários observados não tenham sequer um site dedicado às eleições europeias.
Parece-me, em particular, muito problemático que o mais novo de todos os projectos, o i, tenha abdicado (também) desta área (daqui a pouco, não lhe sobrará quase nenhuma, pois não?)
Estaremos apenas perante um reflexo do (dito) desinteresse dos eleitores?

b) O site do DN não tem existência própria; ou seja, não foi concebido numa lógica – a da web! Hello!!! – que permita o acesso a leitores que não entrem pela sua home e que os cative independentemente do restante conteúdo. É uma lista, uma espécie de blogroll (longo, muito longo!) o que, nos tempos que correm, é claramente mau.

c) Apesar de alguns problemas – 1) não temos qualquer indicação sobre o método usado para chegar aos gráficos das menções nos media e na blogosfera; 2) a participação dos leitores parece confinar-se aos comentários e ao envio de fotos da campanha – o site do Público é claramente o único concebido de raíz como um produto autónomo; partilha a linguagem gráfica do jornal online mas apresenta algumas diferenças, tem conteúdos com mais valia, tem uma lógica de funcionamento muito própria [mais informação sobre o desenvolvimento deste projecto, a cargo de Paulo Querido, aqui].

A corrida não é grande coisa, é certo, mas o Público já a ganhou…com uma cabazada!

Recebi, na caixa de correio do blog, mais uma mensagem a promover qualquer coisa e a pedir a minha colaboração para a divulgar. Estava quase a mandá-la para o ‘arquivo geral’ quando reparei numa expressão particular. E achei que, afinal de contas, devia mesmo escrever sobre o assunto.
A dita mensagem dizia o seguinte:

Após o lançamento internacional do seu último livro, “TJ Walker’s Secret to Foolproof Presentations,” os co-autores TJ Walker & Jess Todtfeld querem quebrar o Recorde Mundial da maior quantidade de entrevistas de rádio num período de 24 horas.
Em Portugal, junta-se a directora executiva da MTWPortugal que este mês apresentou a empresa aos meios de comunicação social portugueses.
A equipa pode falar sobre diversos assuntos e os que melhor forem ao encontro da estação de rádio e/ou blog. A equipa já tem marcações para mais de 90 estações. 72 é o recorde actual e o seu objectivo destes comunicadores é falarem para mais de 115 estações. As entrevistas irão ocorrer entre as 6am no dia 1 de Junho e as 6 da manhã de 2 de Junho, hora de Nova Iorque, e em inglês e português.

A equipa pode falar sobre diversos assuntos e os que melhor forem ao encontro da estação de rádio e/ou blog“.
A ‘equipa’, pelos vistos, só quer é mesmo falar…não importa sobre o quê.

Mesmo se nos abstrairmos da situação caricata temos ainda nas mãos algo que devia preocupar-nos a uma outra escala; a crescente fragmentação dos consumos de média e a também crescente desvalorização dos papel mediador do jornalista abre espaço a fenómenos de simulacro de comunicação deste tipo. Serão, certamente, cada vez mais frequentes e terão, certamente também, cada vez mais espaço e oportunidade para se apresentarem directamente às audiências.
Ganham os senhores que falam sobre qualquer assunto, claro está.
Mas ganharemos também nós?

Está a decorrer – entre hoje e amanhã – em Barcelona a conferência ‘Power of Print 2009‘, organizada pela WAN (World Association of Newspapers).
Na sessão de abertura, o responsável máximo da organização, Gavin O’Reilly, apresentou um discurso optimista, centrado num olhar global sobre a indústria.
Excertos:

The simple fact is that, as a global industry, our printed audience continues to grow

That this doom and gloom about our industry has largely gone unanswered is, to me, the most bizarre case of willful self-mutilation ever in the annals of industry (…) And it continues apace, with commentators failing to look beyond their simple rhetoric and merely joining the chorus that the future is online, online, online, almost to the exclusion of everything else. This is a mistake. This oversimplifies a rather complex issue.

Ainda que se percebam as obrigações institucionais de O’Reilly e ainda que seja (também) verdade o que diz não será imprudente optar por este tipo de estratégia; fechar os olhos a tantos elementos de uma realidade que é, certamente, mais complexa do que deixa transparecer o seu discurso?

[Sugestão de reflexão de Rosental Alves, via Twitter]

É um gráfico em tempo real que apresenta indicações sobre a nossa actividade na web nos últimos 30 dias.
A minha Geek Chart é assim:

Vodpod videos no longer available.

more about “Geek Chart – Your Geek Chart“, posted with vodpod

[Sugestão recolhida aqui]

É um documentário profundamente ideológico.
É um filme profundamente optimista.
Fala-nos da tendencial predisposição da generalidade dos humanos para ajudar e fala-nos das redes informais de partilha de conhecimento que escapam completamente às lógicas compartimentadas da organização social como a entendemos (ou como fomos ensinados a entendê-la).

Devia ser de visionamento obrigatório para todos os candidatos a deputado no Parlamento Europeu, para todos os candidatos a uma posição na política nacional ou autárquica.
Para que percebam que correm o sério risco de estar completamente à margem do mundo das pessoas. Para que percebam, sobretudo, que esse mundo depende cada vez menos deles e só os aceitará segundo novas regras.
Os que temos, para já, ainda parecem jogar jogos antigos…

Talvez dedique menos tempo da minha vida à web quando deixar de ter surpresas como a que recebi, na minha conta do del.icio.us, sugerida pelo meu amigo Pedro Almeida.
Até lá continuo a achar que a web é um lugar das pessoas.
Um lugar para as pessoas.

Info retirada do YouTube:
Staff Benda Bilili are like nothing you have ever seen or heard before. A group of paraplegic street musicians who live in and around the grounds of the zoo in Kinshasa, Congo, they make music of astonishing power and beauty. The band’s mesmerising rumba-rooted grooves, overlaid with vibrant vocals, remind you at times of Cuban nonchalance, at other times of the Godfather of Soul himself. You can hear echoes of old-school rhythm and blues, then reggae, then no-holds barred funk. Four senior singer/guitarists sitting on spectacularly customized tricycles, occasionally dancing on the floor of the stage, arms raised in joyful supplication, are the core of the band, backed by a younger, all-acoustic, rhythm section pounding out tight beats. Over the top of this are weird, infectious guitar-like solos performed by young Roger Landu, (an ex-street kid the band took under their wing), who plays a one-string electric lute he designed and built himself out of a tin can.
The lyrics of the Staff Benda Bilili are wise, ironical advice to the people who live in the streets. In Lingala, “Benda Billi” means “look beyond appearances”.

Visão cómica do futuro dos e-readers…com este Kindle 9XXXD.

Vodpod videos no longer available.

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