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Posts Tagged ‘Academia’

Estudantes de hoje

A equipa, liderada pelo dinâmico Michael Wesch, que já nos havia dado “The machine is US/ing US“, apresenta agora um outro video, ainda incompleto, sobre os estudantes universitários, o seu universo de interesses, as suas redes de aprendizagem cultural e social e a forma como o sistema (não) aproveita isso.
Vale a pena ver e guardar algures nos favoritos…

Encontrei a sugestão no PontoMedia.

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5º Sopcom

Os últimos dias de preparação do 5º Sopcom foram agitados.
Tão agitados que o blog foi desleixado…e a tal ponto que não me lembrei sequer de aqui deixar uma indicação que fosse.
Ainda que tarde, aqui ficam as ligações:

site do congresso

blog do congresso

feed directo das sessões plenárias (ou aqui para WMP)

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Aprender com quem aprende

Um video poderoso sobre a distância que pode haver entre professores e alunos e sobre formas de a ultrapassar sem comprometer o essencial – a aquisição de conhecimento (e não só de informação, como insiste – e bem – Perez Tornero).
Essencial para quer quer aprender com quem aprende.

Encontrei a referência no Retorta.net

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“Comunicação e Cidadania” em congresso

Comunicação e Cidadania” é a temática escolhida para o V Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM) que se realiza 6 a 8 de Setembro próximo na Universidade do Minho (UM), em Braga.
Nesses dias, serão discutidas temáticas de campos diversos como os da internet, jornalismo, publicidade, relações públicas ou educação para os media.O período normal de inscrições já está aberto e decorre até 30 de Junho, através do site: www.5sopcom.uminho.pt.
O congresso reunirá centenas de académicos, investigadores, formadores e profissionais do campo da comunicação.
Muitos dos investigadores são oriundos de (ou mantêm ainda as ligações a) empresas do campo da comunicação e dos media.

A organização deste evento pertence à SOPCOM e, localmente, ao Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da UM.

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Joaquim Fidalgo – doutoramento

Joaquim Fidalgo é o mais ‘novo’ Doutor do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho.
A tese que esta tarde defendeu – «O lugar da ética e da auto-regulação na identidade profissional dos jornalistas» – foi aprovada por unanimidade pelo júri.

Excertos das intervenções:

Estrela Serrano (arguente):

Faz, com grande coragem, realismo e crueldade, o desmontar dos processos jornalisticos – é uma auto-crítica que raramente se vê feita do interior da profissão.

É uma tese, em alguns aspectos, normativa; assume uma posição, procura fundar.

Muito interessante a forma como desmonta as perversões do princípio da liberdade de expressão presente na primeira emenda da constituição norte-americana; como ela pode ser pervertida, da forma mais arbitrária.

Não foge à palavra moral – que é um conceito muito recusado também.

JF:

A regulação é como um sistema de vasos comunicantes e importa que cada mecanismo (os de auto-, os de co- e os de hetero- ) convivam. Pode ter-se dado o caso de que, na instituição da ERC e mesmo nas propostas de revisão do estatuto do jornalista, se tenha ido longe demais, fundamentalmente por inoperância dos próprios jornalistas.

Sempre que um jornal conseguiu auto-criticar-se não lhe cairam os parentes na lama. Pelo contrário.

Há, por estes dias, muitas coisas parecidas com o Jornalismo mas que não são Jornalismo.

Uma das coisas que me custava mais (enquanto Provedor) era receber críticas dos leitores às quais seria muito fácil responder, porque provinham de pessoas que não percebem como funcionam os media. Na medida em que as pessoas saibam melhor como funcionam as coisas, saberão melhor como exercer uma crítica qualificada e, por arrastamento, ajudarão os profissionais a ser melhores jornalistas.

Manuel Pinto (arguente):

Uma das ideias que o Joaquim sublinha é que a construção histórica do jornalismo é uma construção historicamente situada. Por outro lado, temos que ter consciência também de que estamos num campo de construção científica ainda muito incipiente no nosso país. Daí que esta tese, mais do que uma síntese, seja um programa de trabalho.

Valorização da interacção entre os académicos e os jornalistas que devem também ter um lugar na academia, do mesmo modo que os académicos deveriam ter um lugar nas redacções.

Sobre a tese, o Joaquim foi bastante convencional no título que escolheu para ela. Podia ter-se inspirado num título que uma autora escolheu para um artigo numa revista: “Who are these guys?” No fim desta tese, poderíamos perguntar o que é a identidade dos jornalistas? Quem são os jornalistas?

Esta é uma tese panorâmica e deste ponto de vista o trabalho do Joaquim é uma síntese pessoal, que procura esclarecer as coisas, organizá-las, onde ele se possa reconhecer. Este quadro panorâmico é tridimensional: panorama da actualidade que mergulha na perspectiva histórica. Mostra como são tão enraizadas as tradições, mas também como são tão frágeis as construções.

A tese do Joaquim é exaustiva em termos das matérias que trata, tendo até por vezes um carácter excessivamente ambicioso, de não deixar nada de fora.

É uma tese muito didáctica que concilia o rigor com uma boa estruturação e boa argumentação.

Ela será, quase se poderia dizer, uma leitura fundamental. Finalmente, é uma tese que abre um panorama de estudos que é, por um lado, enquadrador e, por outro, incentivador para novas investigações.

1) Num tempo e num país em que são tão fortes e tão profundas as assimetrias que afectam o jornalismo (a precariedade, a proletarização, ao lado do assédio dos vários poderes, dos desafios da convergência tecnológica), será que podemos falar ainda de rigor ou estamos perante um quadro de diluição da identidade da profissão?

2) A questão da formação de jornalistas… Qual o alcance da defesa da formação?

3) Ideia de Bourdieu segundo a qual o jornalismo pode ser entendido como um campo de forças e de poder… Numa visão tripolar, em que teríamos o Estado, o mercado e a sociedade, o pólo da sociedade tem vindo a receber uma atenção que lhe era devida. Será possível pensar o jornalismo desligado dos novos actores e dos novos pólos de enunciação? A questão é perceber se há novos actores a querer disputar o que era monopólio dos jornalistas se será possível continuar a pensar o jornalismo segundo o paradigma convencional?

4) Esta é uma ética apenas do jornalismo e dos jornalistas? Não será viável pensar uma ética da recepção?

5) De que modo é que as perguntas com que a tese termina vão continuar a ser estudadas? Que prioridades aponta o Joaquim para que quem quiser continuar a trabalhar nesta linha?

JF:

Há a responsabilidade social dos media mas há também a responsabilidade mediática da sociedade. Há uma ética dos media mas há também uma ética da informação.

O exercício da ética não é indiferente ao ambiente em que existe.

José Lopez Garcia (arguente):

Estamos perante uma tese panorâmica; como se diz na minha terra (Galiza) o Joaquim teve o benefício de ter sido ‘frade antes de ser cozinheiro’ e isso está presente, de forma enriquecedora, no trabalho.

A sua tese – a reflexão que impõe – pode ser problemática para os meios, desde logo porque ainda se vive um tempo em que as ferramentas de auto-regulação são, por vezes, entendidas como incómodas.

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Identidade dos Jornalistas – Doutoramento

Na prxima sexta-feira, dia 5 de Janeiro de 2007, s 14h30, no Salo Nobre da Reitoria da Universidade do Minho (Largo do Pao – Braga) ter lugar a defesa pblica da tese de Doutoramento de Joaquim Fidalgo (jornalista desde 1976 com um percurso que o levou do Mar Viva, em Espinho, ao Jornal de Notcias, ao Expresso e ao Pblico – do qual foi fundador e, mais tarde, Provedor do Leitor).


Sob o ttulo O lugar da tica e da auto-regulao na identidade profissional dos jornalistas o trabalho toma como ponto de partida o estudo de uma das figuras da auto-regulao do jornalismo, o Provedor do Leitor, avanando depois para a tentativa de inscrever este objecto de estudo em contextos mais latos que ajudem a compreend-lo, no apenas em si mesmo, mas na sua relao mais global com as exigncias do processo de informao meditica nas sociedades contemporneas e com o papel especfico que nele desempenham os jornalistas. Assim, o provedor analisado enquanto “caso exemplar” entre os mecanismos de auto-regulao dos media – ou seja, os processos voluntrios de escrutnio e controlo da conduta dos meios de comunicao social. A auto-regulao, por sua vez, decorre do imperativo de ‘prestao de contas’ (ou accountability) de uma actividade com grande relevncia e impacto sociais — um imperativo que, antes ou independentemente de preceitos legais, se associa a uma exigncia tica, ou seja, quilo que deve ser feito (e dos modos como deve ser feito) com vista a garantir certos princpios e valores, a respeitar os direitos de todos e a promover o bem comum, numa perspectiva de servio comunidade.

Tendo em conta o contexto actual do jornalismo – que se v perante a necessidade de equacionar a sua relao com a auto-edio (por exemplo, os blogs, podcasts ou videocasts), com a edio colaborativa (wikis) e com a produo alternativa de informao (os espaos do chamado ‘jornalismo cidado’) – o autor sugere uma reflexo aprofundada sobre o que mais caracterstico e diferenciador da actividade jornalstica e da sua particular incidncia social, emergindo neste contexto a centralidade de uma particular exigncia tica e deontolgica, ligada menos ao “quem faz o qu, onde e quando”, e mais ao “como” se trabalha a informao da actualidade, “porqu” e “para qu”. Ou seja, com uma particular ateno aos processos e comportamentos, bem como ao preenchimento do direito do pblico a uma informao completa, abrangente e rigorosa, e inscrio deste labor numa lgica de servio do interesse pblico, mais do que de quaisquer interesses pessoais ou particulares.

 

Declarao de interesse (muito grande): o Joaquim meu amigo e considero isso um privilgio.


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O modelo finlands

Para sorrir…

…num momento de to desnorteado ataque ao futuro do Ensino Superior em Portugal.

Na Finlndia, os doutorados recebem anel, espada e cartola.

Mesmo, mesmo muito frente…

Encontrei a referncia no blog de David Brake.

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Steven Lukes na UMinho


O reputado acadmico britnico, Steven Lukes, est amanh na Universidade do Minho, para uma palestra sobre “The Elusiveness of Power” (CPII, Auditrio B1, 10h00).

A iniciativa inaugura o Colquio de Outono do Centro de Estudos Humansticos da UMinho.

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Apenas bizarro…ou sintomtico?

Percebi (s hoje!), atravs do Ponto Media, que a Universidade do Porto abriu, com carcter experimental, um canal de TV na net – o UPMedia.
A ideia – a de produzir e distribuir contedos audiovisuais e multimdia centrados na actividade da maior academia do pas – parece-me positiva. Enquadrar-se- numa estratgia de aportar maior visibilidade ao trabalho e s iniciativas internas da academia tentando, creio eu, proporcionar um encurtamento da distncia entre a instituio e o entorno social em que se insere.

Mas – tal como agora existe e apresentado – o projecto em causa merece-me algumas notas de reserva:

1. O texto no faz qualquer distino entre os contedos a apresentar – “documentrios, vdeos institucionais e informativos, gravao de eventos, produo de DVDs, CD-ROMs e stios Web” – fazendo, isso sim, questo de enfatizar a associao aos “recursos de ensino e investigao (do curso) de Jornalismo e Cincias da Comunicao“;

2. O texto diz-nos que o propsito ser o de “constituir um ncleo de competncias de comunicao com a capacidade de investigar os novos media, oferecer aos alunos, docentes e investigadores oportunidades de experimentao em condies prximas das reais, versando temticas no mbito das reas de comunicao, TICs, pblicos e audincias, marketing, entre outras” e com isso – penso eu – afasta da sua esfera de actividade algo que me parece indispensvel – o jornalismo.
A menos que o pense apenas como mais uma “competncia de comunicao”, o que grave.

3. Entre os nomes associados ao projecto no est o de nenhum(a) docente ou investigador(a) da rea do Jornalismo naquela universidade.

Poder dizer-se que os docentes e alunos de Jornalismo da Universidade do Porto j contam com espaos prprios para dar visibilidade ao seu trabalho – o JornalismoPortoNet e o JornalismoPortoRadio – mas essa visibilidade (e conseguida credibilidade) s poderia trazer benefcios a um projecto que se quer srio e reconhecido no exterior.
Ser isto s bizarro?

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Devemos tranquilizar-nos ou no?
Os blogs no acabam em 2006 – disse-nos Jos Luis Orihuela durante o 3 Encontro Nacional de Weblogs – mas ser que a afirmao s carrega carcter benigno?
H -disse-nos Jos Luis – algumas certezas confortantes: a publicao pessoal veio para ficar (o gnio fugiu da lmpada), a blogosfera cresce a um ritmo acelerado e o blog tem um propriedade que lhe d um carcter muito flexvel – um meio lquido.
Mas h tambm riscos: a crescente comercializao (que no ser o mesmo que profissionalizao), o aumento do Spam, a oscilante credibilidade o potencial para a canibalizao por parte dos media estabelecidos.

Informaes detalhadas sobre a apresentao de Jos Luis Orihuela disponveis no seu eCuaderno.

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Com a presena de algumas dezenas de bloggers est j a decorrer, no antigo auditrio da Reitoria da Universidade do Porto, o 3 Encontro Nacional de Weblogs.

Cheguei tarde e perdi-me nas conversa com pessoas que j no via h algum tempo…mas, tendo uma vez mais apreciado as vantagens do e-U, presto j ateno s comunicaes do 2 painel.

Mais se dir quando mais se perceber do que se ouvir…

Informaes actualizadas aqui.

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Utilidade de um blog académico

Sempre que penso no tempo que cedo aos blogs acende cá dentro uma luz de aviso – desperdício, desperdício!
E ainda assim…
Tiscar Lara – num post de ontem – resgata-me a confiança mesmo a tempo do fim de semana, com um post sobre a utilidade de um blog académico (não que este Atrium seja isso mesmo, mas apenas porque ele reflecte os meus interesses).
Diz Tiscar Lara que…

Para los académicos e investigadores, los blogs suponen también un espacio de acercamiento a la sociedad sin precedentes dentro de su âmbito de trabajo…e isso tem vantagens claras – organização da documentação, hábitos de leitura, espaço de teste de novas ideias, divulgação científica não mediatizada, criação de novoas redes sociais, etc – embora permaneçam algumas resistências – questões ligadas a direitos autorais, fraca credibilidade da rede ou elitismo científico.

A minha experiência de contacto activo com blogs desde meados de 2003 corrobora grande parte desta caracterização. Sou uma pessoa mais atenta, bem mais informada e mais consciente do vasto leque de enunciados que se apresentam sobre uma mesma realidade. Estou mais próximo de um grupo de pessoas com quem partilho interesses de investigação e estou também mais próximo daqueles com quem partilho experiências de formação.
O que Tiscar Lara escreve num comentário do post que acima cito é coisa que subscrevo:

Que los científicos no hablen sólo para los científicos, ni los profesores sólo a los profesores, ni los periodistas sólo a los periodistas, etc. Utilicemos el lenguaje y cualquier apoyo tecnológico que podamos compartir, en este caso el blog pero también otros, para comunicarnos. Simplificar no es vulgarizar. La didáctica es un arte.

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Como formar jornalistas

A responsável pelo J-Lab da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, Jan Schaffer, apresentou em Agosto, durante a conferência anual da AEJMC, um texto inquietante sobre o futuro da educação em Jornalismo.
A sua ideia de partida é simples: se o exercício da profissão e os modelos de negócio que o sustentam estão a ser postos em causa porque não devemos pensar em novas estratégias de formação?

I worry that some of the conventions that were used both to define “news” and to safeguard fairness and balance in journalism are being gamed by media strategists for their own ends. The result is a journalism that is not serving the public well – and that the public doesn’t much trust.

A proposta de Schaffer passa por uma alteração de perspectiva:

I think we’re focusing so much on skill set that we’re neglecting to prepare students for the kind of mindset they will need to enter a profession that not only has daily deadlines, but new competition, new products, and hopefully new revenue streams.Tomorrow’s journalists will not only need to scoop the competition on news, they will need to scoop the competition on new ideas for products, niches to be filled, delivery systems to be used and options for making money.

Inquietante, sim senhora.
Encontrei a sugestão aqui.

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As if…

A entrada das universidades portuguesas no paradigma de Bolonha podia ter sido uma enorme oportunidade para reformular formaes e para racionalizar a oferta.

Poderiam ter-se – no na letra, mas na prtica – implementado mecanismos de fomento da diversidade, da originalidade e da excelncia.

E se assim tivesse sido, talvez aprendessemos formas de viver melhor com / rentabilizar o que escapa conformidade.

Encontrei a sugesto no Mathemagenic.

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