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Posts Tagged ‘Academia’

Steven Lukes na UMinho


O reputado acadmico britnico, Steven Lukes, est amanh na Universidade do Minho, para uma palestra sobre “The Elusiveness of Power” (CPII, Auditrio B1, 10h00).

A iniciativa inaugura o Colquio de Outono do Centro de Estudos Humansticos da UMinho.

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Apenas bizarro…ou sintomtico?

Percebi (s hoje!), atravs do Ponto Media, que a Universidade do Porto abriu, com carcter experimental, um canal de TV na net – o UPMedia.
A ideia – a de produzir e distribuir contedos audiovisuais e multimdia centrados na actividade da maior academia do pas – parece-me positiva. Enquadrar-se- numa estratgia de aportar maior visibilidade ao trabalho e s iniciativas internas da academia tentando, creio eu, proporcionar um encurtamento da distncia entre a instituio e o entorno social em que se insere.

Mas – tal como agora existe e apresentado – o projecto em causa merece-me algumas notas de reserva:

1. O texto no faz qualquer distino entre os contedos a apresentar – “documentrios, vdeos institucionais e informativos, gravao de eventos, produo de DVDs, CD-ROMs e stios Web” – fazendo, isso sim, questo de enfatizar a associao aos “recursos de ensino e investigao (do curso) de Jornalismo e Cincias da Comunicao“;

2. O texto diz-nos que o propsito ser o de “constituir um ncleo de competncias de comunicao com a capacidade de investigar os novos media, oferecer aos alunos, docentes e investigadores oportunidades de experimentao em condies prximas das reais, versando temticas no mbito das reas de comunicao, TICs, pblicos e audincias, marketing, entre outras” e com isso – penso eu – afasta da sua esfera de actividade algo que me parece indispensvel – o jornalismo.
A menos que o pense apenas como mais uma “competncia de comunicao”, o que grave.

3. Entre os nomes associados ao projecto no est o de nenhum(a) docente ou investigador(a) da rea do Jornalismo naquela universidade.

Poder dizer-se que os docentes e alunos de Jornalismo da Universidade do Porto j contam com espaos prprios para dar visibilidade ao seu trabalho – o JornalismoPortoNet e o JornalismoPortoRadio – mas essa visibilidade (e conseguida credibilidade) s poderia trazer benefcios a um projecto que se quer srio e reconhecido no exterior.
Ser isto s bizarro?

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Devemos tranquilizar-nos ou no?
Os blogs no acabam em 2006 – disse-nos Jos Luis Orihuela durante o 3 Encontro Nacional de Weblogs – mas ser que a afirmao s carrega carcter benigno?
H -disse-nos Jos Luis – algumas certezas confortantes: a publicao pessoal veio para ficar (o gnio fugiu da lmpada), a blogosfera cresce a um ritmo acelerado e o blog tem um propriedade que lhe d um carcter muito flexvel – um meio lquido.
Mas h tambm riscos: a crescente comercializao (que no ser o mesmo que profissionalizao), o aumento do Spam, a oscilante credibilidade o potencial para a canibalizao por parte dos media estabelecidos.

Informaes detalhadas sobre a apresentao de Jos Luis Orihuela disponveis no seu eCuaderno.

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Com a presena de algumas dezenas de bloggers est j a decorrer, no antigo auditrio da Reitoria da Universidade do Porto, o 3 Encontro Nacional de Weblogs.

Cheguei tarde e perdi-me nas conversa com pessoas que j no via h algum tempo…mas, tendo uma vez mais apreciado as vantagens do e-U, presto j ateno s comunicaes do 2 painel.

Mais se dir quando mais se perceber do que se ouvir…

Informaes actualizadas aqui.

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Utilidade de um blog académico

Sempre que penso no tempo que cedo aos blogs acende cá dentro uma luz de aviso – desperdício, desperdício!
E ainda assim…
Tiscar Lara – num post de ontem – resgata-me a confiança mesmo a tempo do fim de semana, com um post sobre a utilidade de um blog académico (não que este Atrium seja isso mesmo, mas apenas porque ele reflecte os meus interesses).
Diz Tiscar Lara que…

Para los académicos e investigadores, los blogs suponen también un espacio de acercamiento a la sociedad sin precedentes dentro de su âmbito de trabajo…e isso tem vantagens claras – organização da documentação, hábitos de leitura, espaço de teste de novas ideias, divulgação científica não mediatizada, criação de novoas redes sociais, etc – embora permaneçam algumas resistências – questões ligadas a direitos autorais, fraca credibilidade da rede ou elitismo científico.

A minha experiência de contacto activo com blogs desde meados de 2003 corrobora grande parte desta caracterização. Sou uma pessoa mais atenta, bem mais informada e mais consciente do vasto leque de enunciados que se apresentam sobre uma mesma realidade. Estou mais próximo de um grupo de pessoas com quem partilho interesses de investigação e estou também mais próximo daqueles com quem partilho experiências de formação.
O que Tiscar Lara escreve num comentário do post que acima cito é coisa que subscrevo:

Que los científicos no hablen sólo para los científicos, ni los profesores sólo a los profesores, ni los periodistas sólo a los periodistas, etc. Utilicemos el lenguaje y cualquier apoyo tecnológico que podamos compartir, en este caso el blog pero también otros, para comunicarnos. Simplificar no es vulgarizar. La didáctica es un arte.

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Como formar jornalistas

A responsável pelo J-Lab da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, Jan Schaffer, apresentou em Agosto, durante a conferência anual da AEJMC, um texto inquietante sobre o futuro da educação em Jornalismo.
A sua ideia de partida é simples: se o exercício da profissão e os modelos de negócio que o sustentam estão a ser postos em causa porque não devemos pensar em novas estratégias de formação?

I worry that some of the conventions that were used both to define “news” and to safeguard fairness and balance in journalism are being gamed by media strategists for their own ends. The result is a journalism that is not serving the public well – and that the public doesn’t much trust.

A proposta de Schaffer passa por uma alteração de perspectiva:

I think we’re focusing so much on skill set that we’re neglecting to prepare students for the kind of mindset they will need to enter a profession that not only has daily deadlines, but new competition, new products, and hopefully new revenue streams.Tomorrow’s journalists will not only need to scoop the competition on news, they will need to scoop the competition on new ideas for products, niches to be filled, delivery systems to be used and options for making money.

Inquietante, sim senhora.
Encontrei a sugestão aqui.

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As if…

A entrada das universidades portuguesas no paradigma de Bolonha podia ter sido uma enorme oportunidade para reformular formaes e para racionalizar a oferta.

Poderiam ter-se – no na letra, mas na prtica – implementado mecanismos de fomento da diversidade, da originalidade e da excelncia.

E se assim tivesse sido, talvez aprendessemos formas de viver melhor com / rentabilizar o que escapa conformidade.

Encontrei a sugesto no Mathemagenic.

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