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Posts Tagged ‘Imprensa’

Há dias, Joaquim Fidalgo chamou a nossa atenção para o que não nos foi dito na sequência das eleições primárias que já tiveram lugar nos Estados Unidos. Uma eleições em que os resultados não confirmaram as indicações de sondagens (de várias tipologias e produzidas por várias empresas).
Talvez – como sugere Jeff Jarvis – o jornalismo precise de se apoiar noutras ferramentas que não apenas os estudos de sondagens para apresentar aos seus leitores uma visão mais multifacetada do processo.
Novas métricas para campanhas‘ é o título de um post que se recomenda (particularmente interessante,porque consegue reunir uma força visual assinalável, este TagCrowd, como se prova na análise que fiz do próprio texto do post de Jarvis)

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“Your medium is dying”

“There’s being right and there’s being nice” – é com esta frase que termina a advertência feita a Nelson no mais recente episódio dos Simpsons, emitido no domingo passado nos Estados Unidos.
Nelson tinha acabado de dizer a um jornalista do Washigton Post: “Your medium is dying”!.

Encontrei a sugestão aqui.

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Dois blogs que, de maneiras muito diferentes, ilustram uma mudança em curso e a militância de algumas posições:

1. Newspaper Death Watch

A blog about the sad decline of an American institution: the major metropolitan daily newspaper

2. The Future of News

What will “the news” look like once things have finally stabilized, following the disruptions caused by Internet and Cable TV news? Will the existing leading institutions like newspapers (particularly the New York Times and Washington Post), TV networks, and the Associated Press continue to have the influence they have had in the past? Will “blogs” become a permanent “David” flinging stones at these “Goliaths,” but never achieving a permanent victory, nor a lasting peace? Will modern journalism’s principles of objectivity, truth, verification, the public’s right-to-know, and disdain for the sensational be relevant, or will news become more similar to other consumer products, with news providers scrambling to meet their customers’ needs?
This blog will provide a forum for answering these questions, and it will concurrently present an evolving, increasingly refined vision of the future of news.

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Online salvation?

O mais recente número da American Journalism Review destaca um texto de Paul Farhi (Washington Post) sobre a aposta dos media no online. Nele se apontam alguns sinais de cuidadoso cepticismo…

But even if the newspaper industry continued to lose about 8 percent of its print ad revenue a year and online revenue continued to grow at 20 percent a year – the pace of the first half of 2007 – it would take more than a decade for online revenue to catch up to print. Journalists, or indeed anyone with an interest in journalism, had better pray that doesn’t happen. Because online revenue is still relatively small and will remain so even at its current pace, this scenario implies years of financial decline for the newspaper industry.

Mais uma nota de prudência – Online news ‘failing to meet demands of the audience’

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O que nos dizem as ‘primeiras’ de hoje

A tragédia de ontem à noite, na A23, domina as primeiras páginas dos principais diários portugueses – pagos e gratuitos (está excluído o Metro porque, até às 10h30 da manhã, não tinha ainda disponível no site a imagem da edição do dia) – e talvez seja o momento indicado para tentar fazer algumas observações:

1. Há três diários que recorrem à palavra ‘tragédia’; os restantes preferem o termo ‘acidente’ (um dito popular, um dito de referência e um gratuito);

2. Há cinco diários que escolhem para título a notícia – ‘aconteceu isto, morreram X pessoas e Y ficaram feridas’;

3. Há dois diários que escolhem para título o contexto – ‘o que aconteceu enquadra-se nisto’;

4. Há um diário que passa completamente à margem do assunto.

Notas:

a) Numa situação como esta – em que o facto acontece à noite, a uma hora em que a maioria das pessoas pode já não estar a aceder a conteúdos informativos – parece-me legítimo que ainda se apresente a notícia em primeira página. Ou melhor, parece-me aceitável que assim se proceda.

b) Num momento em que os diários pagos são pressionados pelos gratuitos e pela proliferação de formatos de transporte de informação parece-me, porém, estrategicamente mais correcto seguir o caminho da contextualização – a informação de base está lá, mas há também o resto, o que pode distinguir dos demais. Só o Jornal de Notícias e o Público seguiram esse caminho e, curiosamente, escolheram complementaridades diferentes: ‘o maior acidente desde Entre-os-Rios’ e ‘eleva para 702 o número de mortos nas estradas’.

c) O caminho percorrido pelo diários gratuitos nos últimos anos parece indiciar uma aproximação paulatina ao espaço até aqui ocupado pelos diários pagos (independentemente do estilo); a própria existência de mais títulos no segmento tende a acrescentar impulso a essa caminhada. Mas isto significa que quem não acompanha a passada fica irremediavel e visivelmente para trás; o Meia-Hora de hoje está para trás. Está mais longe da informação diária do que da informação de supermercado e isso só pode ser entendido como um sinal de alerta para quem o dirige e financia.

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Cinco anos – a diferença que fazem

Há momentos assim; paramos, olhamos para trás e percebemos que cinco anos podem parecer 50.
Agradeço ao António Delgado a oportunidade que me deu, num post que recomendo.
Nele se recorda que há cinco anos – em finais de Maio de 2002 – Juan Luis Cebrián, conselheiro delegado do grupo Prisa, justificava assim o encerramento de conteúdos do El Pais na net:

“No es justo que los lectores que compran el diario en papel tengan que costear a los que lo leen por el ordenador”

Em Outubro de 2007, o mesmo Cebrián, apresentava a reformulação de estratégia da empresa (depois do comprovado falhanço da política de fecho de conteúdos) dizendo que o El Pais pretendia ser ‘o periódico global em espanhol’, sendo que para isso:

“Es obvio que el futuro pasa por Internet. El mayor impulso de crecimiento ha de venirnos del sector audiovisual y de Internet”

A mudança de postura dos responsáveis por um dos mais importantes grupos de comunicação do planeta é de saudar.
Mas importa que se assinale o caminho feito para que 1) o peso da história se aconchegue a todos, 2) se continuem a fazer leituras temperadas dos anúncios sobre posicionamentos no mercado dos vários produtos (e das várias empresas).

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Haja coragem – é preciso mudar mais!

O Público, que ontem aqui elogiei, apresenta hoje no seu espaço de opinião a última crónica de Joaquim Fidalgo.
Ter-lhe-á sido dito que seria tempo de partir.
Parece-me um passo em falso. Completamente em falso.
Parece-me que o Joaquim sairá – e ninguém teve a coragem de o dizer aos leitores senão o próprio – por razões que pouco ou nada terão a ver com a sua prosa, o seu texto, o seu olhar curioso. E isso é trágico para um jornal que precisa mesmo muito de se afirmar pela diferença qualitativa do que nos apresenta todos os dias.
Afastar o Joaquim Fidalgo é uma decisão editorial idiota mas é, igualmente, uma decisão comercial idiota (tendo em conta os esforços desenvolvidos para contratar ‘penas de registo diferente’).
Não chega ter uma primeira página boa, de vez em quando.
É preciso mudar a atitude perante os leitores, é preciso mudar a visão do que é ‘estrategicamente correcto’.
Perder o Joaquim Fidalgo é sinal de alheamento completo.
A bem do Público e dos seus leitores, talvez seja tempo de partir, José Manuel Fernandes.

(Sendo amigo e companheiro de trabalho do Joaquim, tudo o que aqui disse enfermará de alguma natural parcialidade mas, ainda assim, aí fica).

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Viva a coragem – o mundo mudou!

A primeira página do Público de hoje vale pela coragem de dar importância gráfica a um tema importante…coisa que nem sempre acontece naquele jornal. Vale pela força que tem aquele burburinho de palavras, umas mais silenciosas, outras mais perceptíveis. Vale pela ausência de tudo o resto.
(Sobretudo porque os tempos são difíceis) Que viva assim, por muitos e bons, o Público.

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A questão que Jeff Jarvis levanta num dos seus últimos posts é pertinente e não sei se há uma resposta clara para ela: devem as empresas jornalísticas fortalecer a marca, integrando nela toda a sua produção (audio, video, texto, infografia, blogs, fóruns, etc.) ou devem optar por criar um sistema integrado de marcas autónomas, cada uma com o seu nicho e cada uma ‘naturalmente’ adaptada ao espaço em que existe?
Vem isto a propósito dos blogs ligados a jornais que – diz Jarvis – não são um grande sucesso…porque estão em sites de jornais:

I think that if newspapers are going to blog, they should have lots of blogs at lots of addresses, lots of people creating lots of brands. And this also means that they must be written in the human voice of the person, not the cold voice of the institution. And, while we’re at it, this means that they must join in and link to other conversations; that is they only way they will spread and grow, not because they live six clicks deep into a giant newspaper site.

Já agora, sobre o mesmo tema de fundo – a marca – aconselho a leitura deste texto de Howards Owens.
Excerto:

On the web, it’s a mistake, I think, to rely on brand. Brand, in fact, may be absolutely meaningless. What is more important is A) utility; B) an easy to remember and type domain name. Get those things right and success is much easier to obtain.

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The (not so) special one…

A saída de José Mourinho do Chelsea não é apenas o fim de um grupo de trabalho especial responsável por seis títulos desportivos e por dar ao clube um lugar de destaque na ‘primeira liga’ do futebol mundial. Essa é a perda dos adeptos, mas há outras: perde o futebol inglês, perdem as empresas com direitos televisivos sobre os jogos da Premier League, perdem os patrocinadores, perdem os media ingleses.
E talvez por aí se possa começar a perceber porque deram os principais diários ingleses lugar de grande saliência ao assunto nas suas primeira páginas de hoje, ao contrário do que fizeram alguns dos mais importantes diários generalistas lusos.

Jornal de Notícias, Público e 24 Horas entenderam que o assunto do dia (anterior) não merecia ser destaque da edição. Encontraram, certamente, temas muito mais importantes para o seu respectivo leitor médio, tanto mais que esse tal do leitor médio poderia já estar ‘farto de tanto Mourinho’.
DN e Correio da Manhã seguiram o caminho dos desportivos e também o dos principais diários britânicos.

Aqui, naturalmente, podem levantar-se questões interessantes sobre o que fazem, nos dias de hoje, os jornais:

– falam-nos do que queremos ou falam-nos do que acham que é importante para nós?
– Ou é às vezes uma coisa e às vezes outra?
– Ou – de tanto hesitar em tempos difíceis – não é sequer nem uma nem outra?

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Jornalismo para anunciante

Será bem deixar aqui esta pequena nota sobre um incidente que levou à saída do responsável editorial de uma das mais populares publicações sobre informática, a PC WorldHarry McCracken abandonou a posição depois de o administrador ter interferido com um texto e de, aparentemente, ter dito aos editores que as peças precisariam de ser menos críticas das empresas do ramo ‘especialmente daquelas que são anunciantes’.
Histórias destas são mais comuns do que seria desejável, mas são a realidade crua de uma indústria acossada.

Obrigado Nelson.

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I would not start from here…

Lembrei-me da piada que se conta sobre o irlandês a quem um turista pede informações sobre o caminho para Dublin (e que responde: “Se fosse a si não começava por aqui…“) quando li, no blog do Alex Primo, a referência a uma campanha de publicidade do jornal Estado de S. Paulo que se apoia numa estratégia tão usada nalgumas corridas eleitorais – a auto-promoção à custa das (insinuadas) fragilidades alheias.

Ora, o Estadão – numa iniciativa que gerou natural polémica – acredita que se promove argumentando que os formatos alternativos de informação, nomeadamente os blogs, são pouco fiáveis.
Imagino que alguém tenha ganho bastante dinheiro com a brilhante ideia…e que muitos outros a tenham aprovado.
É sinistro perceber a facilidade com que o medo nos conduz a comportamentos desonestos.

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A mudança do NYTimes – video

Vale a pena ver o video sobre a mudança de instalações do NYTimes, depois de 94 anos num mesmo edifício.
São menos de quatro minutos (clicar na imagem).

…e para quem conhece uma redacção é muito fácil perceber o que pode estar contido na expressão do editor-executivo, Bill Keller:

Newspapering is a culture of complaint

Ainda assim, Juan António Giner diz-nos que tudo não passa de uma enorme oportunidade perdida…

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Congresso da WAN – cobertura blogger

Termina já amanhã, na Cidade do Cabo, o congresso da WAN (World Association of Newspapers) que acontece em simultâneo com o World Editors Forum.
Numa das sessões falou-se da integração de redacções, numa outra falou-se de complementaridade entre a produção para o papel e a produção para o online.
Dois bloggers estão a apresentar posts diários com base na sua leitura dos acontecimentos de cada dia de trabalhos:

Media in Transition, de Vincent Maher

Matthewbuckland.com

As fotos estão a ser agregadas num grupo do Flickr.

Informação recolhida aqui.

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