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Posts Tagged ‘Internet’

Nicholas Carr e o futuro

Excerto para abrir o apetite:

Wired: IBM founder Thomas J. Watson is quoted — possibly misquoted — as saying the world needs only five computers. Is it true?

Carr: The World Wide Web is becoming one vast, programmable machine. As NYU’s Clay Shirky likes to say, Watson was off by four.

Wired: When does the big switch from the desktop to the data cloud happen?

Carr: Most people are already there. Young people in particular spend way more time using so-called cloud apps — MySpace, Flickr, Gmail — than running old-fashioned programs on their hard drives. What’s amazing is that this shift from private to public software has happened without us even noticing it.

O resto da entrevista de um dos mais ‘lúcido-cínico’ pensadores sobre as implicações sociais das mudanças em IT à Wired está aqui.

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Media – houve ou não mudança fundamental?

A questão, assim posta, de forma simples, pode ajudar-nos a clarificar algumas das nossas outras (subsequentes) opiniões sobre como deve ser isto, como se deve integrar aquilo, como nos devemos relacionar com aquiloutro.
A resposta que dermos a esta pergunta determina muito do que depois eventualmente usarmos nas argumentações relativas a situações mais micro (por exemplo, a presença do jornalismo na net, o estututo profissional dos jornalistas, etc.). É, também  aqui, o nosso ponto de partida que determina muito do caminho que fazemos.
E é, por isso, sempre importante escolher este como um tema central de debate.
Jeremy Allaire, fundador e CEO da empresa de video na net, Brightcove, escreveu há pouco, nas suas previsões para 2008, uma frase relevante neste contexto:

Nothing about the Internet changes the fundamentals of media—value is created by controlling the content or controlling access to the audience. Media companies with established brands and new start-ups will continue to build successful branded destinations so they can control the access to audiences.

Ou seja, tudo como dantes, diz-nos Allaire, que – importa recordar este pormenor – dirige uma empresa que decidiu já abandonar o ‘mercado de video criado pelo utilizador’, em favor de uma aposta mais forte no relacionamento com empresas.

A propósito destas previsões, Terry Heaton escreveu, no Agoravox, um texto também ele interessante:

(…) what’s good for Brightcove doesn’t validate the statement that the Internet doesn’t change the fundamentals of media.
(…)
The value of YouTube has never been in the distributing of the kinds of content described in media accounts of pirating, etc.; it has always been about growing communities entertaining themselves. Professional video creators can scoff at and discount this all they wish, but eyeballs viewing this are eyeballs that once needed the restraints of those creating value through restricted access and so forth.
(…)
The problem may not be that the value proposition of media is changing as much as the definition of media itself.

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Blogosfera em 2007

Uma das ‘tradições’ de Natal/Fim de Ano volta a cumprir-se; o Memória Virtual começou ontem a sua série de posts ‘Blogosfera em…‘ (desta vez, em 2007).
Parabéns, uma vez mais, ao Leonel Vicente pela persistência, pela dedicação…e por assim ajudar a desmentir as efabulações de João César das Neves 🙂

Para os mais interessados, vale a pena passar os olhos nos trabalhos referentes a 2003, 2004, 2005 e 2006.

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Parabéns, Internet!

A ligação original entre três redes terá acontecido no dia 22 de Novembro de 1977.
Há trinta anos, portanto.
Três décadas.

Informação recolhida no ContraFactos.

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O que vamos dizer de tudo isto em 2018…

A Newspaper Association of America lançou há dias um blog intitulado ‘Imagining the Future of Newspapers‘.
Foi proposto a 22 convidados – alguns jornalistas no activo mas também analistas, académicos, leitores – que escrevam sobre o nosso presente como se do passado se tratasse.
Há, nalguns dos posts que tive oportunidade de ler, a indicação de ‘soluções’ já conhecidas – a personalização dos sites, a abertura a conteúdos produzidos pelas audiências, a reorganização das redacções – mas há também textos mais abrangentes, como o de Howard Finberg, responsável pela área de aprendizagem interactiva no Poynter Institute.
Excerto:

Looking back from the calmer perspective of 2018, it is hard to remember the turmoil that gripped the newspaper and broadcast industries between 2000 and 2012. Turmoil? Sometimes it felt like panic.
Listening to the new media pioneers reminisce, most of whom are retired from active pontification, today’s media worker might assume that there would be no survivors emerging from that mayhem.
As you know, that didn’t happen. There are lots of survivors. But there were also many casualties, including several big-city newspapers.
Even professional journalism survives, although it’s still complicated to explain who is a journalist and who isn’t. That’s one of the most interesting side effects of the shakeout among legacy [okay, call them old] media companies: the flourishing of reporting and the sharing of information across communities.
What didn’t flourish were the companies that kept looking at their assets and saying things like, “We have a competitive advantage because we have…” You can fill in the blank. We did have some advantages, but not in the way we thought back in 2008.

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McLuhan – o ‘santo’ da web…ou talvez não

O académico canadiano Marshall McLuhan encantou nos anos 60 e foi descartado na década seguinte; num e noutro caso, por excessivamente simplificada leitura do que propunha – este é o ponto de partida para um texto que Nicholas Carr publicou no ínicio deste mês no Guardian (e que transcreve na íntegra aqui).
Diz-nos Carr – apoiando-se também em algo que Scott Rosenberg havia já escrito em 1995 – que McLuhan não pode ser visto como o ‘santo’ da Web porque se trata de uma realidade que não estava ainda ao seu alcance; de igual modo, não pode também ser mais apresentado como o tecno-optimista de serviço, sobretudo se tivermos em conta algo que escreveu em Understanding Media:

Once we have surrendered our senses and nervous systems to the private manipulation of those who would try to benefit by taking a lease on our eyes and ears and nerves, we don’t really have any rights left

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The Internet is making us stupid

Cass Sunstein, professor de Direito na Universidade de Chicago, numa entrevista ao Salon.com, a propósito do lançamento do seu livro “Republic.com 2.0 – Revenge of the Blogs“:

I think it’s a very firm part of human nature that if you surround yourself with like-minded people, you’ll end up thinking more extreme versions of what you thought before. So this group-polarization thing is robust — it’s been found in lots of different countries, and it’s just in the nature of most people to do this.

Apanhado no Brijit.com

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