Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Participação’

Relativizar o ‘jornalismo cidadão’

Peter Horrocks, o responsável pela redacção da BBC, fez hoje uma palestra na Universidade de Leeds em que centrou atenções no contributo das audiências para o trabalho jornalístico.
Horrocks admite que o valor acrescido de tais contributos é inquestionável mas diz acreditar que até mesmo na sua avaliação precisa de estar presente um olhar selectivo:

We cannot just take the views that we receive via e-mails and texts and let them drive our agenda. Nor should they in any way give us a slant around which we should orient our take on a story. At their best they are an invaluable information resource and an important corrective to group-think.
(…)
Rather than playing a numbers game to drive our agenda I instead encourage our teams to look for thoughtful or surprising views and opinions. In other words we still need to be journalistic with this material, as we would with any other source.

Read Full Post »

Nicholas Carr e o futuro

Excerto para abrir o apetite:

Wired: IBM founder Thomas J. Watson is quoted — possibly misquoted — as saying the world needs only five computers. Is it true?

Carr: The World Wide Web is becoming one vast, programmable machine. As NYU’s Clay Shirky likes to say, Watson was off by four.

Wired: When does the big switch from the desktop to the data cloud happen?

Carr: Most people are already there. Young people in particular spend way more time using so-called cloud apps — MySpace, Flickr, Gmail — than running old-fashioned programs on their hard drives. What’s amazing is that this shift from private to public software has happened without us even noticing it.

O resto da entrevista de um dos mais ‘lúcido-cínico’ pensadores sobre as implicações sociais das mudanças em IT à Wired está aqui.

Read Full Post »

Media – houve ou não mudança fundamental?

A questão, assim posta, de forma simples, pode ajudar-nos a clarificar algumas das nossas outras (subsequentes) opiniões sobre como deve ser isto, como se deve integrar aquilo, como nos devemos relacionar com aquiloutro.
A resposta que dermos a esta pergunta determina muito do que depois eventualmente usarmos nas argumentações relativas a situações mais micro (por exemplo, a presença do jornalismo na net, o estututo profissional dos jornalistas, etc.). É, também  aqui, o nosso ponto de partida que determina muito do caminho que fazemos.
E é, por isso, sempre importante escolher este como um tema central de debate.
Jeremy Allaire, fundador e CEO da empresa de video na net, Brightcove, escreveu há pouco, nas suas previsões para 2008, uma frase relevante neste contexto:

Nothing about the Internet changes the fundamentals of media—value is created by controlling the content or controlling access to the audience. Media companies with established brands and new start-ups will continue to build successful branded destinations so they can control the access to audiences.

Ou seja, tudo como dantes, diz-nos Allaire, que – importa recordar este pormenor – dirige uma empresa que decidiu já abandonar o ‘mercado de video criado pelo utilizador’, em favor de uma aposta mais forte no relacionamento com empresas.

A propósito destas previsões, Terry Heaton escreveu, no Agoravox, um texto também ele interessante:

(…) what’s good for Brightcove doesn’t validate the statement that the Internet doesn’t change the fundamentals of media.
(…)
The value of YouTube has never been in the distributing of the kinds of content described in media accounts of pirating, etc.; it has always been about growing communities entertaining themselves. Professional video creators can scoff at and discount this all they wish, but eyeballs viewing this are eyeballs that once needed the restraints of those creating value through restricted access and so forth.
(…)
The problem may not be that the value proposition of media is changing as much as the definition of media itself.

Read Full Post »

Atlas do jornalismo online

Criado nos primeiro dias deste mês de Dezembro, o Online Journalism Atlas é um wiki onde podem ser percebidas imagens do estado da situação em vários países do mundo (escapando assim a uma observação demsiado centrada no eixo anglófono).
Paul Bradshaw, o impulsionador da ideia, já recolheu seis ‘testemunhos’, um deles sobre o Brasil.
Alguém se oferece para fazer o português?

Read Full Post »

Blogs? O que são? Simples

Já existem há mais de cinco anos mas são ainda novidade para muitos – os blogs.
Para audiências que nunca ouviram falar do formato, uma sugestão:

Naturalmente, podem não ter ouvido falar de blogs…mas precisam de saber inglês 🙂 (até que alguém se dê ao trabalho de inserir legendas ou dobrar isto…).

Encontrei a sugestão no Jornalismo&Internet

Read Full Post »

Blogosfera em 2007

Uma das ‘tradições’ de Natal/Fim de Ano volta a cumprir-se; o Memória Virtual começou ontem a sua série de posts ‘Blogosfera em…‘ (desta vez, em 2007).
Parabéns, uma vez mais, ao Leonel Vicente pela persistência, pela dedicação…e por assim ajudar a desmentir as efabulações de João César das Neves 🙂

Para os mais interessados, vale a pena passar os olhos nos trabalhos referentes a 2003, 2004, 2005 e 2006.

Read Full Post »

Moderar comentários

A moderação de comentários é uma questão recorrente em blogs, em espaços de informação institucional e também em espaços de informação jornalística na net; aliás, tornou-se até – à escala nacional – numa questão de vital importância na sequência da mais recente decisão da ERC.
Fazendo equilibrismo entre a necessidade de incentivar mecanismos de proximidade com as audiências e as implicações legais de abusos, os jornais enfrentam, no actual momento, uma série de decisões complicadas.
O Público, por exemplo, parece ter optado (a propósito da reformulação da sua aposta na net) por abrir as caixas de comentários a todos, até mesmo a anónimos. No campo oposto estão espaços como os do JN ou DN (ambos com reformulações agendadas para breve) que não permitem qualquer pronunciamento directo sobre os textos apresentados.
A meio termo – e com custos adicionais – o New York Times anunciou no início de Novembro que iria permitir a existência de comentários nas suas notícias, embora passando por um processo de moderação. Quatro pessoas foram especialmente contratadas para lidar com o assunto.
A propósito deste assunto, Tod Zeigler escreveu no Bivings Report um texto onde deixa a sugestão de que as empresas permitam os comentários, desde que se cumpram algumas regras:

1. Só aceitar comentários de utilizadores registados
2. Ler os primeiros comentários de um novo utilizador; caso se trate de algo que extravaze o âmbito do artigo ou contenha afirmações incorrectas, o utilizador será banido
3. Banir de forma imediata todos os comentários que contenham linguagem obscena
4. Criar mecanismos que permitam aos utilizadores indicar a existência de comentários não apropriados; se um comentário for assinalado por um grande número de utilizadores deve ser lido por um editor
5. Dar aos utilizadores a possibilidade de não ver os comentários de outros utilizadores
6. Permitir uma gestão activa e permanente da comunidade; os editores e jornalistas precisam de deixar, eles próprios, comentários e observações; utilizadores que desrespeitem as regras devem ser banidos; as comunidades tendem a ter comportamentos mais correctos quando mais se perceba a presença dos administradores
7. Fechar a possibilidade de comentar um artigo uma semana depois da sua publicação

Ideias, ideias…

Read Full Post »

Estudantes de hoje

A equipa, liderada pelo dinâmico Michael Wesch, que já nos havia dado “The machine is US/ing US“, apresenta agora um outro video, ainda incompleto, sobre os estudantes universitários, o seu universo de interesses, as suas redes de aprendizagem cultural e social e a forma como o sistema (não) aproveita isso.
Vale a pena ver e guardar algures nos favoritos…

Encontrei a sugestão no PontoMedia.

Read Full Post »

Um post, um desejo, uma comunidade

Por iniciativa de um grupo de bloggers alemães foi posta em movimento uma campanha apelando à mudança de regime em Myanmar. A ideia será de que, hoje, dia 4 de Outubro, blogs aderentes publiquem apenas um post com a mensagem ‘Free Burma’.

Mais informação aqui.
Blogs sobre Myanmar (Birmânia) aqui.
Flickr group aqui.

Read Full Post »

A questão que Jeff Jarvis levanta num dos seus últimos posts é pertinente e não sei se há uma resposta clara para ela: devem as empresas jornalísticas fortalecer a marca, integrando nela toda a sua produção (audio, video, texto, infografia, blogs, fóruns, etc.) ou devem optar por criar um sistema integrado de marcas autónomas, cada uma com o seu nicho e cada uma ‘naturalmente’ adaptada ao espaço em que existe?
Vem isto a propósito dos blogs ligados a jornais que – diz Jarvis – não são um grande sucesso…porque estão em sites de jornais:

I think that if newspapers are going to blog, they should have lots of blogs at lots of addresses, lots of people creating lots of brands. And this also means that they must be written in the human voice of the person, not the cold voice of the institution. And, while we’re at it, this means that they must join in and link to other conversations; that is they only way they will spread and grow, not because they live six clicks deep into a giant newspaper site.

Já agora, sobre o mesmo tema de fundo – a marca – aconselho a leitura deste texto de Howards Owens.
Excerto:

On the web, it’s a mistake, I think, to rely on brand. Brand, in fact, may be absolutely meaningless. What is more important is A) utility; B) an easy to remember and type domain name. Get those things right and success is much easier to obtain.

Read Full Post »

Blogosfera plural?

A mais recente edição da Business Week apresenta um dossier especial sobre a Web 2.0, com o título genérico “Children of the Web”. Vale a pena passar os olhos nos slideshows mas vale também a pena observar com atenção uma infografia que nos apresenta as trinta mais activas cidades na blogosfera (com base em informação do Feedburner).

Facilmente se percebe que só quatro cinco dessas cidades são na Europa (Madrid é uma delas, como indica a Tiscar Lara) mas facilmente se percebe também que mais de 76 por cento da blogosfera considerada para o efeito fala uma só língua, o inglês. Mais ainda – 60 por cento dela está circunscrita a um país, os Estados Unidos.

Importa ter isto bem presente sempre que sentimos a tentação de encher a boca com palavras fortes sobre a blogosfera.

Read Full Post »

Quem quer fazer, quem quer…

Em Julho de 2006 um artigo no Guardian já nos dizia que, “como na vida”, também na web os criadores eram uma parte muito reduzida do número total de frequentadores.
Usando como indicador o crescimento do espaço YouTube – onde os que disponibilizavam conteúdos representavam cerca de 0,5 por cento do total de visitantes – adiantava-se, porém, a possibilidade de esse fraco número poder vir a crescer com o (já) previsível sucesso da ferramenta.
A regra do 1% (à qual Bradley Horowitz, do Yahoo, deu um aspecto gráfico) seria, talvez, um objectivo a atingir por estes dias.
Um estudo recente da Hitwise diz-nos, porém, que esse número está ainda mais distante. Os que carregam videos no YouTube são apenas 0,16 por cento de todos os visitantes e com o Flickr esse valor sobe para 0,20 por cento (A Wikipedia é, neste enquadramento, a excepção – os seus conteúdos são editados por 4,5 por cento dos visitantes).
Uma observação atenta destes dados é fundamental sempre que nos sentimos tentados a falar, de forma generalizadora, do uso e potencial das ditas ferramentas da web2.0. Elas existem, estão lá, disponíveis e prontinhas…mas. O mesmo poderia ser dito da distância que separa o potencial de participação dos cidadãos na produção jornalística do seu efectivo desejo de assim agir.

Encontrei a sugestão no Bloggers blog.

Read Full Post »

Aprender com quem aprende

Um video poderoso sobre a distância que pode haver entre professores e alunos e sobre formas de a ultrapassar sem comprometer o essencial – a aquisição de conhecimento (e não só de informação, como insiste – e bem – Perez Tornero).
Essencial para quer quer aprender com quem aprende.

Encontrei a referência no Retorta.net

Read Full Post »

Porque tem tanto sucesso o You Tube?

Michael Wesch e o seu grupo de ‘etnógrafos digitais’ andam em busca de respostas para uma pergunta simples: “Why do you tube?”
A primeira tentativa parece um promissor ponto de partida:

Humans are social creatures, and television doesn’t support this trait, youtube however does.  I would hypothesize that youtube is stealing television viewers and re-involving them into their own world.

Read Full Post »

Older Posts »