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Posts Tagged ‘Rádio’

O fim da Rádio – II

Nem de propósito.
Depois do post anterior faz todo o sentido mencionar aqui um estudo recente produzido pela empresa Bridge Ratings, nos Estados Unidos.
Nele se indica que a chamada ‘geração Y’ (nascidos entre 1980 e 1993) tem um consumo de produtos mediáticos muito mais substancial do que gerações anteriores e que isso acontece, sobretudo, por causa da sua aptência para a multi-tarefa.
A geração referida (e, adiantaria eu sem grande receio, todas as seguintes) concilia sem dificuldade (aliás, parecem não saber fazê-lo sequer de outra forma) a utilização de vários suportes, dividindo atenções, em simultâneo, por exemplo, entre o trabalho para a escola, a música, o telefone móvel e uma conversa online.
O curioso do estudo – e daí a relevância tópica – é o facto de apontar a escuta de rádio com uma das actividades que mais atrai este tipo de jovens.
Ouvir rádio há muito que deixou de ser uma actividade exclusiva. A rádio aprendeu a conviver bem com a perda do monopólio de atenção e tem, por isso mesmo, uma natureza muito fluida – ideal, pelos vistos, também para os novos tempos e os novos consumos.
Se se confirmar que assim é, a rádio até poderá bem ter que mudar…mas não desaparece tão cedo.

Informação recolhida num artigo da eMarketer.

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A falta que faz Sena Santos

A propósito do reaparecimento público de Sena Santos (bem sei que há o podcast) – com uma coluna diária no DN – Eduardo Prado Coelho escreve hoje no segundo caderno do Público:

(…) lembro-me muito bem do que eram as manhãs informativas da Antena Um com Sena Santos: um verdadeiro festival de conhecimentos, imaginação e cultura.
(…)
Para mim, não há dúvida de que todos nós teríamos a beneficiar com o regresso de Sena Santos à rádio. O próprio, porque merece uma segunda oportunidade. E os ouvintes, porque teriam um ritmo informativo, uma qualidade de escuta, uma vertigem de entrevistas e comentários que dão à rádio a força que nem sempre encontramos.

Subscrevo por inteiro.

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O fim da Onda Média

O fim da Onda Média…

…começa a ser discutido a sério no Reino Unido…

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Renascença tem novo site

Cerca de um mès depois da data originalmente avançada, a Rádio Renascença apareceu, ao início da noite de hoje, com um site renovado.
O espaço e as suas novas funcionalidades – já reparei nos podcasts e, sobretudo, nos videos – enquadra-se no esforço de reposicionamento estratégico da estação com mais ouvintes em Portugal.
Para já, numa primeiríssima impressão, gosto dos ‘botões’ de acesso grandes e gosto da arrumação pouco cheia das páginas. Penso, no entanto, que os videos deveriam aparecer ‘sinalizados’ e acho urgente a arrumação dos podcasts da forma mais lógica e simples: programas / horários.

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  • “A ideia da rdio…a ideia de um fluxo de audio determinado por um fornecedor externo no vai desaparecer to cedo. As pessoas gostam”.

A frase de Seth Godin – um guru norte-americano do marketing (e s naquele pas algum podia apresentar-se como sendo ‘agent of change’) – extrada de uma entrevista recente que deu sobre o futuro da rdio.
Alguns dos cenrios possveis de que fala so, naturalmente, muito caractersticos do mercado que melhor conhece e sem transposio directa para o nosso universo, mas h, ainda assim, duas notas que merecem reflexo.

A primeira, de prudncia. Apesar da sua morte continuamente anunciada a rdio continua a sobreviver. E sobrevive porque quem a ouve encontra nela (seja ‘ela’ qual for) algo que ainda no encontra em mais parte alguma.

A segunda, de ateno. A ideia de que, a breve prazo, os fabricantes de equipamentos vo concertar formatos para discos duros amovveis (que posso ter no meu leitor porttil de mp3 mas tambm em casa ou no carro) parece-me bastante plausvel.

Encontrei a ligao aqui.

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Faustino!

O “Clube de Jornalistas” de ontem, centrado na questo do jornalismo nas rdios locais, foi um programa suficientemente esclarecedor, mesmo para quem andasse mais distrado.
Foi possvel perceber que algumas rdios locais – como a Rdio No Ar, de Viseu (que nos deu a todos,ainda recentemente, o privilgio de ouvir o “corram-nos pedrada” de Fernando Ruas) – fazem um esforo enorme para que o seu jornalismo sobreviva margem dos poderes econmico e poltico mas que um nmero significativo de outras estaes vivem num estado de ‘jornalismo de servios mnimos’.
Sendo que a questo deve preocupar os jornalistas (as suas estruturas sindicais e a estrutura que gere a atribuio de ttulos profissionais) e os legisladores, ela parece no preocupar nada o responsvel mximo pela Associao Portuguesa de Radiodifuso, Jos Faustino.
O Sr. Faustino diz que o jornalista de uma rdio local devia ser “um tcnico-profissional”, no havendo qualquer necessidade de ter formao universitria e/ou formao especfica. Por razes da ordem da “flexibilidade” esse tcnico estaria mais apto a exercer um leque mais variado de funes na rdio (imagino eu: entrevista, negoceia o patrocnio, preenche os respectivos contratos, edita e pe no ar o trabalho).
Ora sim senhor, Jos Faustino.
Poder, assim, haver Jornalistas e jornalistas…uns com mais obrigaes e outros, por causa da tal da ‘flexibilidade’, com menos.
Uns podem ser formados em Comunicao e ou outros at podem saber ler e escrever, desde que isso no interfira com a sua ‘flexibilidade’.

A ele, ao Jos Faustino – cuja permanncia no cargo sintomtica dos graves problemas que as rdios locais precisam de resolver com urgncia – e a todos os outros recomendo, a propsito, a leitura de uma entrevista do Voz del Sur a um decano do jornalismo chileno, Emilio Filippi, que j foi embaixador em Portugal e que j recebeu o Prmio Rei de Espanha (1983) pela sua defesa da liberdade de expresso.
Diz ele que a profisso no perder a sua valia a menos que “nos dejemos estar y aceptemos, sin pudor, que el periodismo con valores y principios ha entrado en coma”.

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José Ramos

José Ramos pertence ao universo das razões pelas quais ainda hoje sinto a rádio como o meu espaço de conforto.
Muito antes de ser ‘a voz da SIC‘, José Ramos já me apresentava ambientes sonoros completos na Rádio Nova e na Comercial. Sabia encher de sentido palavras simples e sabia, como poucos, tirar partido do silêncio.
Vai ser sempre o único capaz de tornar credível algo tão disparatado como “Castrol…é melhol”.
Vai ser o dono de um canto na minha memória onde se pode ler: ‘a voz’.

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