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Archive for Março, 2004

A morte de Alistair Cooke, aos 95 anos de idade, mais um dos momentos que marcam o fim de uma poca do jornalismo – a do jornalismo tranquilo, do tempo em que ainda havia tempo.
Alistair era o Fernando Pea britnico e ter, sozinho, aos longo dos 58 anos de emisses do muito popular “Letter from America” feito mais pela promoo do conhecimento mtuo entre britnicos e norte-americanos do que uma mo cheia de polticos juntos.
Dou por mim a pensar se, no actual ambiente meditico nacional, haver ainda espao para um jornalista se manter no activo at to avanada idade. Infelizmente, parece-me que no.
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Prós e Contras

O programa “Prós e Contras” desta noite, na RTP, valeu sobretudo pelo que nos ‘disse’ sobre a permanência de alguns traços de identidade naquela empresa e, também, pela demonstração cabal de como se pode perder tanto espaço com tão pouco.
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A 1 pgina

So vrias as estratgias de paginao de um jornal e sero ainda mais as variaes sobre cada uma delas que o cunho pessoal de quem “fecha” a edio lhes traz. Ser, no entanto, aceite por todos que: a) a primeira pgina parte muito significativa da imagem editorial do peridico, b) nessa primeira pgina surgem “chamadas” para os temas de maior destaque, de maior relevo, ou que substanciam uma mais significativa aposta do jornal. O Expresso, paradigma da informao semanal portuguesa, revela, de h algum tempo para c, tambm na primeira pgina, indicadores de uma debilidade editorial que se torna cada vez mais evidente, medida que o resto do jornalismo sua volta vai evolundo. O mais recente exemplo disto mesmo surge na primeira pgina de hoje, onde se escolheu salientar, at mesmo de forma grfica, uma notcia de vital importncia nacional – a separao do casal Margarida Marante / Emdio Rangel. Curiosamente, a referncia notcia desaparece por completo da pgina online onde se apresentam os temas do “1 Caderno”.

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Referncias

Agradeo ao Manuel Pinto e ao Antnio Granado as referncias que fizeram nos weblogs Jornalismo e Comunicao e Ponto Media a este espao. Com leitores to atentos, a responsabilidade aumenta.

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Ciberjornalismo… jornalismo

Ser que o Ciberjornalismo (ou Jornalismo Online, se preferirem) coisa para levar a srio? Ser que pode at dizer-se que se trata de Jornalismo, num novo meio, com novas tcnicas, mas to vlido como nas suas expresses mais tradicionais?
Estas questes estiveram, hoje tarde, em debate na Universidade do Minho, sob a orientao de Xos Lopez. E a conversa acabou em tom optimista.
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Angola…é deles

Uma breve referência ao mais recente relatório da Global Witness sobre os negócios privados dos donos de Angola e que o Público escolhe para destaque na sua edição de hoje.
Duas notas de reflexão apenas:

1. Quem tanto apregoa a defesa dos ‘valores’ não deveria, provavelmente, para salvar um orçamento, ter abdicado de uma mão cheia deles negociando a dívida angolana a Portugal sem disso ter dado conhecimento aos restantes credores de Luanda. E não deveria, ainda, apregoar a necessidade de o mundo se ver livre de déspotas corruptos ao mesmo tempo que embarca num jacto rumo a Luanda para a faustosa boda da filha de um desses senhores.

2. Está mais do que na hora de Portugal perder de vez a postura ‘desculpem lá qualquer coisinha’ no relacionamento com Angola. Trinta anos de uma gestão personalizada do país retiram qualquer sentido a justificações para o infortúnio real dos angolanos com base no ‘passado colonialista’.

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Postura social do Jornalismo

No sbado li o texto da Paula Moura Pinheiro, na Grande Reportagem, sobre ‘a maledicncia ociosa’ e confesso que me senti intelectualmente espicaado. Ser que, como pas, nos alimentamos sobretudo do azedume, da descrena, das imagens de garrafas ‘meio-vazias’ e ser que o jornalismo nacional, em particular, padece de enfermidade afim, ou seja, porque funciona com base na ideia “ingnua” de que as coisas deviam correr sempre bem, busca apenas o que est mal, “de preferncia francamente mal”. No dia seguinte li o excelente trabalho da Andreia Sanchez e do Antnio Marujo no Pblico sobre a pobreza em Portugal – um em cada cinco de ns pobre e 200 mil pessoas passam fome – e no consegui deixar de pensar nas duas coisas em conjunto. Hoje, tambm no Pblico, Joaquim Fidalgo toca nesta minha inquietao de fim de semana.
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