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Archive for Setembro, 2007

A questão que Jeff Jarvis levanta num dos seus últimos posts é pertinente e não sei se há uma resposta clara para ela: devem as empresas jornalísticas fortalecer a marca, integrando nela toda a sua produção (audio, video, texto, infografia, blogs, fóruns, etc.) ou devem optar por criar um sistema integrado de marcas autónomas, cada uma com o seu nicho e cada uma ‘naturalmente’ adaptada ao espaço em que existe?
Vem isto a propósito dos blogs ligados a jornais que – diz Jarvis – não são um grande sucesso…porque estão em sites de jornais:

I think that if newspapers are going to blog, they should have lots of blogs at lots of addresses, lots of people creating lots of brands. And this also means that they must be written in the human voice of the person, not the cold voice of the institution. And, while we’re at it, this means that they must join in and link to other conversations; that is they only way they will spread and grow, not because they live six clicks deep into a giant newspaper site.

Já agora, sobre o mesmo tema de fundo – a marca – aconselho a leitura deste texto de Howards Owens.
Excerto:

On the web, it’s a mistake, I think, to rely on brand. Brand, in fact, may be absolutely meaningless. What is more important is A) utility; B) an easy to remember and type domain name. Get those things right and success is much easier to obtain.

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Show…don’t tell

A infografia é claramente uma das áreas com mais potencial por realizar no jornalismo; os estudos Eyetrack indicam que os leitores apreciam apresentações alternativas de conteúdos informativos e que prezam essa variedade.
E se isso é válido para o papel (em Portugal o panorama, ressalvando honrosas e muito episódicas excepções, é muito pobre) é ainda mais válido para a presença online das empresas jornalísticas.
Aqui fica uma lista de recursos sobre o tema, preparada e actualizada recentemente por Sergio Mahugo.

(Imagem retirada da animação infográfica do El Pais sobre o recente caso Ferrari_McLaren)

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The (not so) special one…

A saída de José Mourinho do Chelsea não é apenas o fim de um grupo de trabalho especial responsável por seis títulos desportivos e por dar ao clube um lugar de destaque na ‘primeira liga’ do futebol mundial. Essa é a perda dos adeptos, mas há outras: perde o futebol inglês, perdem as empresas com direitos televisivos sobre os jogos da Premier League, perdem os patrocinadores, perdem os media ingleses.
E talvez por aí se possa começar a perceber porque deram os principais diários ingleses lugar de grande saliência ao assunto nas suas primeira páginas de hoje, ao contrário do que fizeram alguns dos mais importantes diários generalistas lusos.

Jornal de Notícias, Público e 24 Horas entenderam que o assunto do dia (anterior) não merecia ser destaque da edição. Encontraram, certamente, temas muito mais importantes para o seu respectivo leitor médio, tanto mais que esse tal do leitor médio poderia já estar ‘farto de tanto Mourinho’.
DN e Correio da Manhã seguiram o caminho dos desportivos e também o dos principais diários britânicos.

Aqui, naturalmente, podem levantar-se questões interessantes sobre o que fazem, nos dias de hoje, os jornais:

– falam-nos do que queremos ou falam-nos do que acham que é importante para nós?
– Ou é às vezes uma coisa e às vezes outra?
– Ou – de tanto hesitar em tempos difíceis – não é sequer nem uma nem outra?

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Miguel

O Miguel é o meu segundo filho e nasceu na sexta-feira, dia 14.
A família experimenta agora ritmos quase esquecidos, vive novamente dias de espanto perante a força que pode estar presa a um corpo tão frágil.

O fim do Verão reconcilia-nos com a magia da vida…e começa a ser possível aceitar melhor o sentido da frase que, num momento difícil, me escreveu um amigo: “não há vida por vida, mas um ciclo que desejamos interminável e cumulativo: aprender com os que viveram, para viver melhor e mais próximos no futuro“.
Que assim seja.
Um vida feliz, Miguel.

PS: Obrigado ao António e ao Leonel que – por clara ineficiência minha – se viram obrigados a felicitar-me em post menos apropriado à ocasião. Obrigado ainda a todos os que deixaram mensagens semelhantes no Jornalismo&Comunicação.

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Casual games‘ – oportunidade para o jornalismo

No congresso da SOPCOM que terminou este fim de semana (blog com pormenores aqui) foi muito discutido o futuro do jornalismo, não apenas nas sessões temáticas específicas, mas também noutras sessões, incluindo as plenárias.
Embora a necessidade de mudança seja já assumida como uma quase inevitabilidade há divergências e, sobretudo, incertezas sobre os caminhos a seguir:
– reafirmação do profissional ou abertura ao amador?
– recentrar a actividade em torno de princípios, valores e modos de produção estabelecidos ou abri-la a construções discursivas mais próximas da coloquialialidade, mais arbitrárias na agregação de factos, mais experimentais em termos de partilha de inputs?
– apostar numa reforma de géneros tradicionais ou em estratégias informativas mais fluidas?

Tendo estas opções sido apresentadas em formato de dicotomia penso, porém, que não estamos perante um cenário de alternativas simples; em muitos casos, vamos certamente ter ‘isto E aquilo’ em vez de ‘isto OU aquilo’.
E é nesse sentido que vejo como muito positiva uma aproximação, por exemplo, entre o universo do jornalismo e o universo dos jogos.
Os ‘casual games’ podem ser a porta de entrada porque, em muitos aspectos, trazem ao jornalismo muito do que procura para si nestes tempos – a interacção, a recolha de informação adicional, a criação de comunidades, a visualização de questões complexas.
A urgência – aqui como noutros domínios – é grande.
Há espaço vital em aberto e o jornalismo precisaria de nele marcar presença, sob pena de vir a ser ocupado apenas por grupos de interesses mais ou menos organizados, mais ou menos transparentes.

Aqui fica, com exemplo, um jogo – ao estilo SimCity – em que a pretrolífera Chevron nos dá a possibilidade de gerir os custos económicos, ambientais e de segurança de uma política energética.
(Obrigado Nelson Zagalo – sempre atento responsável pelo surpreendente Virtual Illusion)

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5º Sopcom

Os últimos dias de preparação do 5º Sopcom foram agitados.
Tão agitados que o blog foi desleixado…e a tal ponto que não me lembrei sequer de aqui deixar uma indicação que fosse.
Ainda que tarde, aqui ficam as ligações:

site do congresso

blog do congresso

feed directo das sessões plenárias (ou aqui para WMP)

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