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Archive for Maio, 2007

Como viver num mundo sem ordem?

David Weinberger é, claramente, alguém que eu descobri com maior facilidade porque perco horas a mais na web.
Ouvi falar dele em inícios de 2003, quando o seu livro “Small Pieces Loosely joined – for a unified theory of the web” estava ainda fresco. É um livro (encomendei-o, claro) muito curioso porque nos abre portas para uma densidade sem nunca a confrontar. O facto de ser escrito num tom muito leve, muito simples, não pode, porém, afastar-nos do essencial – a ideia de que a web é um espaço mais próximo de nós e menos próximo do mundo que para nós ordenamos (as páginas sobre a forma como surgiu o sistema de catalogação de livros para as bibliotecas é deliciosa).
Com o seu segundo livro (pode ser terceiro, se contarmos a co-autoria de “Cluetrain Manifesto“)- acabado de apresentar (e para o qual fui alertado pelo Contrafactos&A) – “Everything is miscellaneous – the power of the new digital disorder”, Weinberger tentará levar este seu argumento um pouco mais adiante:

(excerto do primeiro capítulo)
We have entire industries and institutions built on the fact that the paper order severely limits how things can be organized. Museums, educational curricula, newspapers, the travel industry, and television schedules are all based on the assumption that in the second-order world, we need experts to go through information, ideas, and knowledge and put them neatly away.
But now we—the customers, the employees, anyone—can route around the second order. We can confront the miscellaneous directly in all its unfulfilled glory. We can do it ourselves and, more significantly, we can do it together, figuring out the arrangements that make sense for us now and the new arrangements that make sense a minute later. Not only can we find what we need faster, but traditional authorities cannot maintain themselves by insisting that we have to go to them. The miscellaneous order is not transforming only business. It is changing how we think the world itself is organized and—perhaps more important—who we think has the authority to tell us so.

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A cada jornalista o seu blog

O blog de Howard Owens é de visita recomendada.

Três razões (retiradas de outros tantos posts recentes) todas elas em torno da necessidade de uma nova postura do jornalismo e dos jornalistas:

I want print journalists to GET the web. I want them to understand how the web is different. I want to cure them of their tone deafness to the conversation going on around them.
If you blog in the way blogging is meant to be done, you’ll realize these benefits.
The more journalists who get the web, the better our chance, as an industry, at survival.

Every newspaper web site should do this: Start a blog about local blogs.

It is frustrating to watch people sit around and wait for somebody to teach them.
(…) I think its important for all journalists to take responsibility for their own careers and learn all they can about online content production.
So, my question is, is it worth it for a company to invest time and money to train people who aren’t willing to train themselves?
I mean, the people who invest in themselves are the ones most likely to master the skills necessary to do great work.

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As regras do negócio são outras

Aconselho a leitura de um post de Neil McIntosh sobre ‘este negócio em que estamos‘ – naturalmente, o negócio da produção jornalística.
Tomando como ponto de partida o texto incisivo que Walter E. Hussman Jr., proprietário do Arkansas Democrat-Gazette, publicou na primeira semana de Maio na página de editorial do Wall St. Journal –

It is time for newspapers to reconsider the ultimate costs and consequences of free news.

– McIntosh parte para uma argumentação que, na sua leitura mais simples, poderia ser apresentada da seguinte forma: não é isso, pá! O caminho não é por aí!

In news, we need to work out the fundamentals, because the old fundamentals of news – what worked in print – are changing. And then we need to work out how to put those fundamentals together – in a world with multiple news sources, bloggers, community, ubiquitous broadband, UGC and YouTube. This is the great opportunity for innovation in online news, and big media organisations have a grand hand to play here.
(…)
Get this right and real businesses will emerge; not just fleet-footed new media organisations rising out of traditional newspaper publishers, but new classes of journalistic operation serving niches made possible by the new means of delivery. Get it right and there’s a new dynamism in journalism; many more journalists, doing a better job because we are more connected to our users than ever before.
Get it wrong and – blimey, yes – maybe we will just have governments, and a few businesses that see news as some kind of charitable cause, telling us what’s going on the world in the old, old style, getting lazy because nobody realised it could have been different. But that would be a terrible failure.

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Eu mudei! Tu não…

Pegue-se num casal em apuros – ela chama-se ‘consumidor’, ele chama-se ‘publicitário’ – e elabore-se um guião em torno de dificuldades de relacionamento.
Simples, bem filmado, bem produzido. Muito dinheiro gasto, certamente, mas sem que se perceba de imediato.
E aí está, até a Microsoft consegue ir parar às listas dos videos virais mais vistos…

Se ao menos a Microsoft fosse um exemplo de proximidade entre o que é proposto e os interesses dos consumidores (e basta apenas pensar na imensidão da série Vista e nos preços absurdos praticados)…lá está…até podia falar-se de um sucesso…

Sugestão recolhida no BuzzMachine

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Ponto de ordem

Estive quase um mês ausente da escrita neste blog.
Já não é a primeira vez que isso acontece e não será a última.
Há dias, num debate na RTPn, conversava-se sobre a eventual profissionalização dos blogs e eu – que estranho, eu, num papel conservador! – dizia a quem me quis ouvir que não aceitava esse como ‘o caminho natural’.
E aqui está a singela base para a minha argumentação.
O Atrium, que ora tem três posts num dia, ora não tem nenhum durante quase um mês é um espaço que não se enquadra – assim como está – em nenhuma lógica comercial. Não estaria à altura dos gráficos, dos objectivos e dos estudos de mercado.
E penso que está bem assim.
Admito que a caminhada no sentido da profissionalização possa ser trilhada por alguns blogs, mas isso aproxima-los-á, forçosamente, de enquadramentos – legais e comerciais – que estão já bem definidos para outros espaços e formatos (a edição discográfica, a edição livreira, a publicação jornalística, por exemplo).
A quem não se sente atraído por nada disso, o sentimento de culpa pela não publicação, ainda assim, mói.
Mas aguenta-se.
E também isso eu poderia identificar como uma marca distintiva dos blogs – a liberdade de avançar de forma errática…como fazemos na vida.

PS: Já que estamos a falar de mim, deixo o link para as respostas que dei ao Miniscente, no âmbito da série ‘mini-entrevistas’ (sou o nº 149).

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